Por felipe.carvalho

Basta ele ouvir alguém dizer que só serve para acompanhar, como reza o humor da sabedoria popular, para resolver mostrar suas garras. Porque não há no reino da culinária alguém mais versátil, aceito e consumido no planeta do que o tal do arroz. Ou seria o ‘tao’ do arroz? Porque o grão querido nasceu na Índia e é consumido na parte oriental do mundo há coisa de oito milênios.

Antes de trazer o papo para perto e focalizar um risoto brasileiríssimo que tem pouso concorrido em Nova Iguaçu, vamos viajar um pouco no cereal. Afinal, são cerca de 150 mil variedades no mundo. Alguns mais conhecidos que dão origem a pratos de fama internacional, como o pequeno e redondo tipo bomba, da espanhola paella, que não deve ser mexido durante o preparo. Ou o italiano arbóreo dos risotos tradicionais, que deve ser mexido o tempo todo.

Foram os árabes que descobriram os grãos entre indianos e os levaram para a Europa, nomeando o produto: ‘al-ruz’. Por volta de 92% da produção mundial de arroz estão na Ásia, de onde vêm exemplares como os perfumados basmati e jasmim, este adorado pela culinária tailandesa. O fato é que os arrozais ocupam 10% das fazendas do mundo, com mais de quinhentos milhões de hectares. E com eles não tem tempo ruim. Crescem no calor intenso, no frio de rachar, na altitude e até em áreas alagadas.

No Siri tem ervilha, ovo cozido e parmesão finalizandoDivulgação

Além das receitas que terminam onde acaba a imaginação, o arroz dá origem a massas, biscoitos e pães com sua farinha, além de vinhos, destilados, cervejas, papel, óleo e produtos cosméticos. Enfeitando a mesa brasileira de norte a sul, pintam versões de carreteiro, cuxá, pequi e muitos doces para a sobremesa. De Minas Gerais vêm os inúmeros ‘mexidinhos’, nos quais o arroz é misturado a tudo que houver de gostoso por perto da panela.

E assim chegamos à receita de risoto que passeia por cardápios diversos no Estado do Rio de Janeiro, onde o arroz branco nosso de cada dia recebe camarões em refogados caprichados, coloridos e aromáticos. É o caso do carro-chefe do Siri de Nova Iguaçu, onde a versão pequena serve até quatro pessoas (R$ 89,90) e a grande alimenta seis (R$ 122). Na frigideira, os camarões douram em azeite e coentro, e se misturam a tomate, cebola e salsa no cozimento do arroz. Ao final, entram ervilhas, ovos cozidos e queijo parmesão. Quem quiser que gratine o seu no forno.

SIRI. Avenida Doutor Salles Teixeira 20, Moquetá, Nova Iguaçu, tel.: 3773-4655. Diariamente, das 11h30 às 23h30. Cc: Todos.

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