Gastronomia: Depois das eleições, vamos comer coxinhas

Pedro Landim fala das tradicionais coxinhas da Pimpininha

Por O Dia

A guerra em que se tornou a disputa para a Presidência, amplificada pelas provocações nas redes sociais, muito se falou em ‘coxinha’. No caso, o novo sinônimo para o ‘mauricinho’ de outras épocas. Foi um tal de fulano é coxinha, beltrano é coxinha, que passei o segundo turno com fome. E ninguém falava em comer as deliciosas coxinhas de galinha.

Fundada há 26 anos%2C faz seus salgadinhos diariamente de forma artesanal%2C assim como os pães%2C tortas%2C doces e refeições.Divulgação

O amado quitute brasileiro presente nos mais diferentes tipos de balcões, salgadinho de influência portuguesa e história que passa pelos nobres salões da corte imperial. Há sempre muitas lendas ao redor da criação dos ícones, e é certo que a presente está à altura dos sabores envolvidos.

O palco da invenção teria sido uma fazenda em Limeira (SP), onde vivia o filho da Princesa Isabel e o Conde D’Eu. O menino, isolado da corte por ser considerado deficiente mental, era louco mesmo por coxa de galinha. Certo dia, com poucos frangos à disposição, a cozinheira da corte resolveu transformar a galinha inteira em ‘coxas’, desfiando a carne e a envolvendo na massa de farinha e leite. A Imperatriz Tereza Cristina teria adorado o invento, em visita à fazenda no fim do Século 19, e pedido seu preparo ao chef da cozinha imperial.

Que tal cair de boca nela, a coxinha que encanta nobres e plebeus? Porque tem gente que está de viagem pela Via Dutra e entra em Nova Iguaçu apenas para provar as com catupiry da Pimpininha. A casa dos empresários Alvaro Melo e Paulo de Tarso, fundada há 26 anos, faz seus salgadinhos diariamente de forma artesanal, assim como os pães, tortas, doces e refeições.

Lá, coxinha é sinônimo também de tradição, já que Álvaro vem de uma família de banqueteiros que desde o fim dos anos 1970 alegrava festas badaladas na cidade. Meu voto, portanto, vai para ela: a coxinha da Pimpininha.

PIMPININHA. Avenida Abílio Augusto Távora 64, Centro de Nova Iguaçu (2667-5133/5164). Segunda-feira a sábado, das 8h30 às 21h; domingo, das 8h30 às 17h. Aceita todos os cartões.