Por felipe.carvalho

O apoio à família Picciani e a Aécio Neves (PSDB) nas eleições gerou problemas políticos ao prefeito de Queimados, Max Lemos (PMDB). Depois de romper com o irmão Lenine Lemos (PDT) — que não contou com prefeito na campanha para deputado federal e ficou de fora —, agora o estremecimento é com o deputado estadual Zaqueu Teixeira (PT), partido da base aliada do prefeito.

De acordo com lideranças políticas, a parceria azedou porque Zaqueu teve pequena votação em Queimados (8.005 votos), quase a metade dos 15.119 de 2010, quando fazia oposição ao prefeito. O deputado teria culpado Max por apoiar Jorge Picciani (PMDB), que teve 11.330 votos na cidade e foi eleito, assim como seus filhos Leonardo (federal) e Rafael Picciani (estadual).

No segundo turno, a situação piorou na campanha para a Presidência, quando trocaram ofensas em público. Max seguiu a orientação política da ala dissidente de seu partido e pediu votos para Aécio Neves (PSDB), e Zaqueu fez campanha pela reeleição de Dilma Rousseff (PT).

A expectativa agora é de uma possível mudança na estrutura do governo municipal, já que o PT comanda as secretarias de Assistência Social e de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos, que tem cerca de 30 cargos na prefeitura. E Márcia Teixeira, mulher de Zaqueu, ocupa a Coordenadoria Executiva de Políticas Sociais.

Deputado e prefeito trocaram ofensas em públicoDivulgação

O deputado Zaqueu Teixeira não quis se pronunciar sobre o futuro da aliança, mas disse que discutirá o assunto no partido. Já o vereador e seu fiel escudeiro Elton Teixeira acredita na manutenção da parceria. “Deixamos um legado quanto às políticas de assistência social e direitos humanos”, afirma. Ele garante também que Zaqueu será candidato a prefeito em 2016. “Meu esforço é para que seja o candidato do prefeito e de sua base de sustentação”, diz.

Segundo o prefeito Max Lemos, a briga terminou após os resultados das urnas. “A eleição acabou. Agora, é tocar a aliança. Não sou de romper meus acordos”, afirma. Ele ressalta que a continuidade do PT no governo depende do partido. “Agi com coerência, identifiquei-me com o plano de governo do Aécio e fui para a luta política. Se isso é motivo para não ficarem mais no governo, é com eles”, diz Max, que só irá tratar de sua sucessão no meio do ano que vem.

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