Por felipe.carvalho
Publicado 18/04/2015 23:38
Jovens foram expulsos de praça após beijo no rostoDivulgação

A Praça Paulo de Frontin, em Nilópolis, na Baixada Fluminense foi palco de um beijaço coletivo, no início na noite deste sábado. Promovido por ativistas gays, o 'Beijo na Praça' foi uma resposta a um suposto episódio de agressão a dois jovens, ambos menores de idade, que teriam trocado carícias no local após saírem da escola, no último dia 4 de março.

O beijaço contou com dezenas de casais gays, lésbicos e héteros. Após a leitura de um manifesto de repúdio as agressões, os ativistas fizeram batucadas e espalharam cartazes na região com os dizeres 'a purpurina dessa cidade sou eu'. Claro, não poderia faltar mais aguardado de todos os momentos, o beijo coletivo, que foi aplaudido por moradores e comerciantes da localidade.

De acordo com o menor R..., de 17 anos, ele foi agredido verbalmente por um homem após dar um beijo no rosto de um amigo. "Ele me abordou e disse que era para acabar com a viadagem. Eu perguntei o que estava fazendo demais e ele respondeu que ali tinha muitas crianças e que era um ambiente familiar. Chamou outros amigos e nos expulsaram de lá", afirmou.

Segundo a mãe do rapaz e organizadora do ato, a assistente administrativa Cristiane Franco, 37, ela não registrou queixa na delegacia "para preservar a imagem do amigo do filho, que é oriundo de família evangélica e ainda não assumiu a sua homossexualidade". Os supostos autores da agressão não foram identificados.

Ela ainda desabafou. "É preciso construir novos valores. Meu filho foi abordado dizendo que tinha criança e família na praça. Temos que aprender a respeitar as diferenças. Pago imposto igual todo mundo. O respeito a diversidade tem que começar pelas escolas", concluiu.

O ato teve o apoio da Secretaria Municipal de Cidadania e Direitos Humanos e da Superintendência da Diversidade Sexual de Nilópolis. "Temos como objetivo promover a cidadania e para isso devemos garantir que haja respeito às liberdades individuais. Não vamos tolerar demonstrações de violência contra a população LGBT", afirmou a secretária Andréa Marques.

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