Alunos de Japeri visitam a  VIII Jornada de Educação Ambiental, em Tinguá

Estudantes da rede municipal acompanharam de perto a preservação ambiental

Por O Dia

Há cada dia que passa os estudantes das escolas municipais de Japeri estão mais conscientes a respeito da preservação ambiental. Por estarem nas áreas de amortecimento da Reserva Biológica do Tinguá, região pertencente à Mata Atlântica, 60 alunos das escolas municipais Rio Douro, Santo Antônio, Pedra Lisa e Tânia Mara foram escolhidos para representar o município na VIII Jornada de Educação Ambiental. O evento aconteceu na última sexta-feira, (22/05), na Praça de Tinguá, em Nova Iguaçu.

Promovida pela ONG Onda Verde, a Jornada aconteceu com o patrocínio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, em parceria com o ICMBio; Rebio Tinguá; Transpetro; Prefeitura de Japerie Prefeitura Nova Iguaçu.

Durante todo o dia, os alunos visitaram as instalações da ONG e diversos estandes montados na Praça de Tinguá. Temas de grande relevância para toda sociedade foram expostos através de bate papo e teatro, como a restauração florestal; reciclagem de materiais; análise de águas e o biomonitoramento dos rios e a educação ambiental em geral

Os alunos visitaram diversos estandes montados na Praça de TinguáMarllon Guedes


Proteção da terra e água

Ao lado das químicas Flávia Martinha e Gisele dos Santos, o biólogo Diogo José Luiz explicou o trabalho de análise das águas e biomonitoramento dos rios, em parceria com a Fundação Osvaldo Cruz (FIOCRUZ). O projeto consiste em coletas mensais de insetos, que após análise em laboratório, mostram se a água está limpa ou não no determinado ponto onde o bicho foi capturado.

Rafaela Pereira, 12 anos, aluna do 7º ano da E. M. Rio Douro ficou encantada com a forma que é utilizada para descobrir a qualidade das águas. “Gostei muito de ver a exposição dos variados insetos. Não sabia que existiam tantos insetos assim”, disse a menina.

O trabalho do Centro de Ecologia e Educação para a Economia Criativa estava exposto em outro estande. As ex-alunas Thamyres Souza, 18 anos, e Isabel Thomaz, 17, da primeira turma oferecida pela Onda Verde, são embaixadoras da alimentação saudável. Elas ganharam a denominação de ‘jovens criativas’ pois trabalham em busca de novas formas de economia. O curso de economia criativa é oferecido para meninas de 16 a 21 anos da Baixada Fluminense que estudam em escolas pública da região.

O reflorestamento nas áreas degradadas da reserva biológica de Tinguá também foi exposto durante o evento. De acordo com o engenheiro ambiental Guilherme Rodrigues, o Projeto Floresta Rio Douro plantará 3 mil mudas de pau brasil, ipê e jacarandá, árvores nativas da Mata Atlântica. As mudas vão ocupar uma área de 130 mil hectares.

A reciclagem também foi apresentada em duas ocasiões. Num estande aconteciam palestras explicando quais são os materiais reutilizáveis. Em outro, o aluno de gestão ambiental da Escola Estadual Presidente Kennedy, Gilberto Alves, encantou as crianças com artesanatos com folhas de jornal, revistas, copos e garrafas de refrigerante.

Projeto Nosso Tatu

As três alunas da E.M. Tânia Mara ganhadoras da - Feira de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (FECTI) com o projeto Nosso Tatu, participaram da Jornada de Educação Ambiental. Gisele Lima, 14 anos, Laura Rodrigues, 13 e Evelyn Santos, 13, escolheram esse tema para alertar a população de Japeri e cidades vizinhas sobre a importância da preservação da espécie que corre o risco de extinção.

Durante os estudos, elas levantaram dados muito importantes para a preservação das espécies e apresentaram os resultados através de gráficos. De acordo com a resposta dos alunos e dos pais, em Japeri existem três espécies: tatu galinha, mirim e peba. Porém, há quem afirme com convicção que já viu também da espécie tatu bola.

No evento, as meninas passaram da condição de alunas a de oradoras quando explicavam para os outros alunos a importância da preservação das espécies. Elas estavam acompanhadas da professora de matemática Camila Monique Codeça, que orientou na apuração e montagem dos gráficos. Em novembro desde ano, Gisele e Laura vão participar da Feira Jovem, em Olinda, no Recife, numa disputa em âmbito nacional, acompanhadas da professora de biologia Claudinez Félix.

O foco do projeto Nosso Tatu é baseado em conscientizar as pessoas que têm o costume de caçar, matar, prender e comer o tatu. Outro fator que tem se tornado uma ameaça à espécie, é o Arco Metropolitano, local onde acontecem muitos atropelamentos do animal.

A realização do projeto Nosso Tatu possibilitou a conscientização das pessoas que têm o costume de caçar e comer o tatu, e ainda vendem a couraça. A construção do Arco Metropolitano _ rodovia expressa que liga Itaboraí a Itaguaí, passando por Japeri_ está se tornando uma ameaça à espécie, pois é local onde acontecem muitos atropelamentos do animal.

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