Por marcelle.bappersi
Publicado 12/06/2015 16:41 | Atualizado 12/06/2015 17:38

Rio - Antes de falar de um boteco que tem tudo para fazer história em Nova Iguaçu, uma notícia animadora, que pode se tornar melhor em futuro próximo: Maria Eulália Araújo, a dama poderosa do concurso Comida di Buteco — hoje o maior evento brasileiro de gastronomia —, foi vista na semana passada em caravana por bares iguaçuanos, forte indício de que a Baixada está prestes a estrear na festa presente em 11 estados e 20 cidades. A região entraria de vez na rota dos melhores bares do Brasil. Cruzemos os dedos, portanto.

E já que falamos em petiscos e botecos prendados, visitaremos hoje um candidato natural aos prêmios relacionados à gula. Casa que vive lotada a provar que o crime compensa. Calma, estamos falando daquele relativo à espuma que protege o chope no alto do copo ou caneca. É o nome do bar: Colarinho Branco.

A barriga de porco assada é macia e dispensa até a facaBerg Silva / Divulgação

Na cozinha, à frente das panelas, está um dos principais personagens da história recente dos botequins cariocas, o criativo inventor de tira-gostos chamado Paulo Roberto Barbosa da Silva. Ou melhor: Paulette. Quem conheceu seu Petit Paulette, na Praça da Bandeira, não esquece dos petiscos com jiló, reinventando o ingrediente, e dos bolinhos empanados em farinha de torresmo. Pois os clássicos estão no Colarinho, ao lado de uma lista que me deixa com água na boca só de escrever.

Os pratos seguem a linha sugerida no nome da bar. A Lesão Corporal, por exemplo, são torresmos bem ‘pururucados’, que desmancham na boca. Já o Crime Sem Fiança é a porção de costelinhas suínas ‘a passarinho’, servidas com farofa de jiló (e olha o verdinho amargo aí, gente).

O Croquelette, famosa criação, está presente com a receita de sucesso. São bolinhos em forma de bastão, de muçarela envolvida com carne moída, tudo empanado na farinha de torresmo que faz ‘croc’ a cada mordida. Ao lado, fatias de banana adoçam a boca com o mesmo empanado. Há também a Maravilha de Abóbora, com massa feita com a moranga e recheio de provolone ralado, camarão e aipim.

Mas a novidade que está balançando as estruturas da birosca é a Covardia do Colarinho: barriga de porco marinada e assada por seis horas, acompanhada de molhos de mostarda e mel, barbecue, torresmo e limão. Na versão do almoço, servido às segundas-feiras por R$ 15,90, a iguaria é acompanhada por feijão tropeiro. Concordo, é covardia.

Colarinho Branco. Rua Ocidental 10, Nova Iguaçu (3744-3222). De segunda-feira a sábado, de meio-dia às 2h. Domingo, de meio-dia às 20h. Aceita todos os cartões de crédito.

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