Por marcelle.bappersi

Rio - A eleição municipal é apenas em 2016, mas em Japeri a largada da corrida eleitoral já foi dada. Adversários antigos, o prefeito Ivaldo Barbosa (PSD), o Timor, e o deputado estadual André Ceciliano (PT) trocaram farpas após a série especial ‘Japeri 0.5’, publicada pelo DIA, mostrando mazelas da cidade em educação, saúde, transporte e abastecimento de água.

Timor admitiu os problemas apontados nas reportagens, mas atribuiu a maioria a Ceciliano, a quem acusa de monopolizar os serviços dos órgãos estaduais na cidade, como o Detran, a Faetec e a Cedae, “para prejudicar sua imagem”. O deputado, além de negar a responsabilidade, acusou Timor de superfaturar serviços terceirizados.

Segundo Timor, falta água em Japeri porque a Cedae é comandada pelo PT, via deputado André Ceciliano. Segundo o prefeito, o adversário usa a máquina do estado contra ele. “O Detran e a Faetec não funcionam, porque também estão nas mãos do PT. O estado me persegue desde a reeleição”, afirmou Timor.

Ele acusa André Ceciliano de não destinar, via emendas, dinheiro para Japeri. “O deputado que poderia trazer recursos para ajudar a cidade a crescer seria o do PT (André Ceciliano), que mora em Paracambi, mas até hoje ainda nada fez. Se ele quer ser prefeito, no mínimo tinha que morar aqui e fazer alguma coisa”, alfineta o prefeito.

As reclamações de Timor foram rechaçadas por André Ceciliano. “Nenhum cargo do estado em Japeri é indicação minha, com exceção de um de terceiro escalão no Detran”, garantiu.

Segundo ele, Timor tem que prestar contas da má qualidade dos serviços de saúde e educação e não culpar o estado pela ineficiência. “Ele está sendo ingrato. O estado construiu um viaduto e asfaltou mais de 100 ruas em Japeri”, disse o deputado.

Ceciliano garantiu ainda ter destinado emendas para a construção de uma UPA 24 horas e uma clínica da família. “O dinheiro da UPA chegou em dezembro de 2012 e até hoje ela não foi construída. A Clínica da Família, a mesma coisa”.

Ele cobrou ainda de Timor explicações sobre gastos de R$ 600 mil para limpar caixa d’água, R$ 500 mil para lavar carros e a denúncia de superfaturamento de 300% na merenda. “Quem executa o orçamento de R$ 233 milhões por ano é ele, não eu”, disse.

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