Por marcelle.bappersi

Rio - A crise financeira nacional, que deixa todo mundo de cabelo em pé, não tem intimidado os moradores da Baixada na hora de renovar o visual da casa. É o que garantem administradores de lojas de reformas e clientes.

Segundo a gerente da Puma Materiais de Construção (Rua do Ouro 245, Vila Sarapuí, Duque de Caxias, tel.: 2671-6971), Beatriz Castro, os consumidores estão dispostos a pagar mais caro por produtos de qualidade. “Há dois anos, passamos a investir na venda de pisos. Não adianta oferecermos opções mais baratinhas, porque os clientes não querem. Eles preferem revestir o chão com material bom e bonito”, conta.

Profissional do setor%2C Silva sabe que não vale a pena escolher pisos e revestimentos apenas de olho no preçoFabio Gonçalves / Agência O Dia

Entre os 120 tipos de piso no estoque, os modelos em HD (em alto relevo) não custam menos de R$ 18 por unidade na loja. Mesmo assim, são os que têm mais saída.

As facilidades de pagamento são um artifício para atrair a clientela sem condições de gastar muito de uma vez. Para quem não tem limite no cartão, a Puma oferece vendas no carnê. É possível parcelar em até dez vezes sem juros.

Por causa do ramo de trabalho, o bombeiro hidráulico Maurício Clementino da Silva, de 65 anos, vai com frequência a lojas de materiais de construção e concorda que o barato sai caro. “Comprar pensando em economizar não vale a pena, porque dá prejuízo depois”, afirma.

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