Talento que ultrapassa gerações

Júnior, filho de Neguinho da Beija-Flor, concorre com samba nº 4 na Azul e Branco

Por O Dia

Rio - Eles têm o mesmo nome e são parecidos fisicamente. Mas, é o amor pelo samba que retrata a história profissional de Luiz Antônio Feliciano Marconde, ou simplesmente Neguinho da Beija-Flor, e seu filho Júnior, o JR Beija-Flor. Os dois são exemplos vivos do talento transmitido de pai para filho, aquele que atravessa gerações.

Jr disputa com o samba 4 e o pai confia na vitóriaPaulo Araújo / Agência O Dia

A diferença de idade não dá para saber, pois Neguinho não quis revelar quantos anos tem — só disse ter ultrapassado a casa dos 60 —, mas JR, com apenas 33, já trilha o caminho do pai, de compor sambas, que depois de entodados na Avenida, são eternizados na história do Carnaval.

Há 44 anos, Neguinho iniciava como compositor da Escola de Samba Leões de Iguaçu. Quatro anos mais tarde venceu sua primeira disputa na Beija-Flor, com o samba ‘ Sonhar com o Rei dá Leão', que deu o primeiro título para a Azul e Branca. Até 20 anos — quando parou de concorrer “a pedido da diretoria”—, emplacou mais seis sambas.

Apesar de novo, JR, não fica atrás do pai, seu grande inspirador. Há 14 anos, trancou a faculdade de odontologia para se dedicar à música. Perdeu 10 disputas. Mas, depois que ganhou a primeira, não parou mais. Foi há quatro anos com o enredo ‘Roberto Carlos: a simplicidade do Rei’. Depois, venceu mais três. “A influência dele foi total. Cresci vendo e admirando seu trabalho. Sua fidelidade à escola é a minha inspiração” ,destacou JR.

No fim do mês, Neguinho fará uma turnê por quatro países da Europa e, JR, claro, estará ao seu lado. Ele é o famoso faz tudo do pai. “Vende o show, organiza a banda e passa o som. É um funcionário exemplar”, elogiou Neguinho, que vai comemorar o Dia dos Pais com um almoço em família, logo mais, na casa onde se criou no bairro Nova América, em Nova Iguaçu.

Empresário e pai: várias atividades

Ele não é famoso, mas a rotina é tão ou mais agitada do que a de muito artista.Morador de Nilópolis, Guilherme Magalhães, 32, se vira nos trinta para levar o sustento para casa e dar atenção ao filho Enzo Magalhães, que completa cinco anos no domingo que vem.

Nos finais de semana%2C Guilherme brinca e passeia com o filho EnzoDivulgação

Formado em Educação Física, trabalha como personal trainer, bate ponto na loja de suplementação esportiva que tem no Centro, dá aulas em um colégio Estadual em Mesquita e ainda faz faculdade de nutrição. Contato com o filho? Só aos finais de semana. “Não vejo como um problema. O pensamento é construir um futuro melhor para ele e minha esposa, porém me sinto ausente”, diz Magalhães, que nos ‘tempos vagos’ pratica fisiculturismo.



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