Por marcelle.abreu

Jovens, saudáveis e felizes com o corpo. Hoje, os iguaçuanos Felipe Miranda, Aline Aragão e Everton Damásio e o mesquitense Renan Medeiros se sentem assim, mas num passado recente as coisas eram bem diferentes. Acima do peso, com pressão alta e muita dificuldade na hora de comprar roupas, eles resolveram que algo precisava ser feito e foram em busca da ajuda de profissionais para auxiliar no processo de emagrecimento. E não foi tão fácil não, mas com esforço e determinação eles ganharam a batalha conta a obesidade.

Renan Medeiros%2C Felipe Miranda%2C Aline Aragão e Everton Damásio emagreceram com exercícios e reeducação alimentar Marcelle Abreu / Agência O Dia

Com 25 anos, Felipe chegou a pesar 150kg e vestir 52. Foi quando, em abril de 2012, se olhou no espelho e tomou uma decisão: “Me olhei e me senti mal, e eu sempre gostei de me vestir bem e não tinha mais roupa legal pra mim”, lembra ele que, em maio do mesmo ano, teve o primeiro contato com uma academia na vida. Com acompanhamento do médico Gustavo Otto, especialista em Fisiologia do Exercício, do treinador Caio Vinícius (Adonis Team) e apoio dos pais, amigos e principalmente da esposa, que é fisiculturista, o estudante de educação física mudou seu peso para 90kg, em apenas um ano. “Não é fácil. Teve vezes em que me tranquei no quarto para não ver ninguém comendo. Você se sacrifica muito, mas vale a pena”.

Já para a advogada Aline Aragão, de 25 anos, o cansaço, a falta de ânimo e a insatisfação com o corpo pesaram na hora de mudar os hábitos e buscar uma vida mais saudável. “Foi um desafio pra mim, pois me alimentava muito mal e não praticava exercícios, mas, hoje, olho pra trás e sinto orgulho. Mostro que é possível, só basta ter determinação”, conta Aline, que trocou o seu peso de 93kg para 67kg, com reeducação alimentar, musculação e muay thai.

A pressão alta levou Renan, de 26 anos, a mudar. “Estava no dentista e a pressão subiu, ali vi que precisava levar uma outra vida”, lembra o supervisor comercial, que com ajuda da educadora física Janaína Vaconcelos passou dos 127kg para 69kg. E ele afirma: “Começar foi o mais difícil, mas com os resultados, você toma gosto”.

Profissionais transmitem confiança

O mais tímido de todos, Everton Damásio, de 26 anos, buscou, primeiramente, nas corridas e alimentação, uma vida melhor. “Eu me achava muito gordo, tinha vergonha de malhar. Hoje, já superei isso e com a ajuda do personal Bruno Barbosa, frequento a academia”, revela. 

Profissionais são importantes no processo de emagrecimentoMarcelle Abreu / Agência O Dia

Outra pessoa essencial no processo, foi a nutricionista Maria Helena Garcia. “Quase todos os dias, pensava em desistir. Eles que me apoiaram. Sem eles, seria mais difícil”, conta o gerente de informática, que de 140kg passou a pesar 89kg, em apenas 11 meses. “Olho pra trás e me sinto tão feliz. Como valeu a pena!”

Cirurgia Bariátrica pode ser opção

Apesar de nenhum dos jovens dessa matéria ter precisado de cirurgia para emagrecer, sabemos da dificuldade que muitas pessoas encontram no processo. E para tirar algumas dúvidas conversamos com o cirurgião bariátrico Gerson Schlobach, do Caxias D'Or. Segundo ele, a cirurgia é indicada para pessoas com índice de massa corpórea entre 35 e 40, que tenham complicações como apneia do sono, hipertensão arterial, diabetes, entre outros. E ele afirma: “A cirurgia é um efeito transformador. Nos sentimos felizes em elevar a autoestima do paciente. É gratificante!”.

Cirurgião bariátrico Gerson Schlobach%2C Coordenador Técnico do Centro de Tratamento da Obesidade do hospital Caxias D´Or%2C e sua equipeDivulgação

É possível recorrer à cirurgia pelo SUS. No programa do Estado, o paciente deve procurar um atendimento ambulatorial próximo de sua casa para que um médico avalie a necessidade da cirurgia. Se a operação for indicada, o médico solicita uma segunda avaliação junto à Central de Regulação de Cirurgia Bariátrica estadual, que encaminha o pedido ao Hospital Estadual Carlos Chagas. A equipe acompanha todo o pós-operatório especializado, com nutricionista, psicólogo e avaliação periódica pelo cirurgião.Saiba mais emwww.saude.rj.gov.br. 


Reportagem da estagiária Marcelle Abreu 

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