Por marcelle.abreu
Armenio Teixeira com o personal Junior MartinsSeverino Silva / Agência O Dia

Quem pensa que academia é lugar para pessoas com corpos perfeitos precisa rever os seus conceitos. Não é de hoje que os deficientes físicos estão buscando o seu lugar neste ambiente, outrora desagradável para muitos deles. Até porque fazer exercícios é fundamental para a reabilitação física e psicológica de quem tem limitações de movimento.

O empresário iguaçuano Armenio da Silva , de 43 anos, perdeu o movimento das pernas após um acidente de moto, aos 19 anos. Há dois meses, devido a dores nas costas, ele resolveu experimentar a academia. “Passei muito tempo me escondendo, com vergonha. Só trabalhava, mas agora eu viajo, ando de motoaquática, caiaque e pela primeira vez comecei a praticar exercício físico. As academias não têm acessibilidade”, conta o empresário, lembrando que o seu personal trainer Junior Martins foi fundamental no processo. “A academia não estava preparada pra mim, mas o Junior foi atrás das adaptações necessárias e em duas semanas eu comecei a malhar”.

Apesar do pouco tempo, Armenio já se sente melhor e mais disposto. “O dia fica melhor quando me exercito”.




Técnico, goleiro e também violonista

Rodrigo nasceu com má formação na mão esquerdaSeverino Silva / Agência O Dia







O técnico de informática, Rodrigo Meinel, de 31 anos, nasceu com má-formação na mão esquerda. Mas a deficiência nunca foi problema para o iguaçuano. Goleiro nas peladas com amigos e violonista, Rodrigo frequenta academias desde os 17 anos. Seu irmão Thiago o ajuda na hora de executar os exercícios. “Juntos adaptamos o exercício para mim”, diz Rodrigo.








Adaptações

Alan Lazaroni malha e faz natação Arquivo Pessoal / Divulgação




Com um tumor da medula óssea, o estudante de administração Alan Lazaroni, de 28 anos, não desenvolveu as panturrilhas. “Com cinco anos, minha mãe percebeu que minhas pernas não se desenvolviam como deveriam e começou a buscar ajuda médica. Só no Inca identificaram o problema.”, conta o iguaçuano, que busca na natação e academia fortalecer a lombar e os membros superiores e inferiores. “Tenho limitações e os professores fazem as adaptações nos exercícios, quando necessário”.

O ortopedista e corregedor do Cremerj, Renato Graça, ressalta a necessidade de profissionais por perto. “É ideal passar por uma avaliação médica antes e é fundamental que se tenha um educador físico acompanhando”.





Reportagem da estagiária Marcelle Abreu 

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