Por helio.almeida
Publicado 23/08/2013 17:10 | Atualizado 23/08/2013 17:10
Principal desafio é fazer com que o niteroiense volte a ter orgulho de sua cidade e de sua prefeitura%2C disse NevesDivulgação

Rio - Rodrigo Neves fala de seus principais projetos à frente da Prefeitura de Niterói, incluindo a revitalização da área central da cidade que está degradada, embora tenha projetos importantes como o Caminho Niemeyer. O projeto é ousado. E ousadia parece ser uma característica do prefeito que acorda às seis da manhã e começa a trocar mensagens com os moradores de Niterói pelas redes sociais. “Ouvir a população é fundamental e as redes sociais possibilitam essa proximidade. Encaminho as reclamaçõesque recebo para os secretários municipais e se o problema não for resolvido fico sabendo pelas próprias redes sociais. Mas não dispenso as ruas e gosto de estar próximo da população niteroiense.

Qual o principal desafio da sua gestão?

Fazer com que o niteroiense volte a ter orgulho de sua cidade e de sua prefeitura. O descaso do poder público municipal nos últimos anos fez a população ficar descrente de seus governantes. A nova gestão da prefeitura se preparou para administrar a cidade através de ações planejadas, pautadas na experiência e competência dos gestores, focada em projetos técnicos para iniciarmos um ciclo vigoroso de recuperação da cidade, com desenvolvimento sustentável e justiça social. Meu governo está elaborando um plano estratégico para os próximos 20 anos, que vai construir, em diálogo com a sociedade civil e com o Poder Legislativo, um projeto de desenvolvimento de longo prazo, articulado e sustentável, inclusive do ponto de vista financeiro, que resultará em impactos significativos na melhoria e ampliação da qualidade de vida do povo de Niterói.

O que falta para colocar em prática o projeto de revitalização da área central de Niterói?

Um projeto desta magnitude e que vai transformar a cidade de Niterói tem que ser discutido amplamente com a sociedade. Democraticamente e com transparência, já foram realizados, nos últimos meses, mais de 25 encontros com a sociedade civil. O projeto também já foi apresentado a entidades como a Câmara de Dirigentes Lojistas e comerciantes do Centro; para a Ordem dos Advogados do Brasil; a Federação das Associações de Moradores de Niterói; Associação de Empresários pela Cidadania de Niterói; UFF; Instituto dos Arquitetos do Brasil; Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), entre outras, além das audiências públicas, previstas em legislação. A proposta já foi aprovada pelo Conselho Municipal de Política Urbana de Niterói (Compur). Dialogamos com a Câmara de Vereadores e também com o Ministério Público, e temos convicção que os debates poderão aperfeiçoar a proposta. O projeto de lei da Operação Urbana Consorciada (OUC) foi enviado à Câmara e esperamos que seja votado em breve.

A fata de segurança preocupa cada vez mais o morador de Niterói. O que o município pretende fazer para diminuir os casos de violência, incluindo os roubos seguidos de morte, como aconteceu recentemente com um comerciante no Centro? O governo do estado já colocou em prática algum planejamento especial para a cidade?

Logo no início da minha gestão, instalamos o Gabinete de Gestão Integrada Municipal (GGIM), que reúne representantes das forças de segurança municipal, estadual e federal. Reforçamos junto à Secretaria Estadual de Segurança o Proeis, para aumentar o efetivo de policiais militares no policiamento ostensivo das ruas. Implementamos o Regime Adicional de Serviço (RAS) na Guarda Municipal, no qual os guardas recebem adicional para trabalharem nos horários de folga. Retomamos o programa Patrulha Escolar, que está cuidando da segurança do entorno das escolas, bem como o projeto Calçada Livre, que restabeleceu a ordem pública em ruas de Icaraí, do Largo da Batalha e na Praça da Cantareira. Em outra frente, o município aderiu ao programa federal “Crack é possível vencer”, e vamos iniciar as obras do Centro Integrado de Segurança Pública, que será construído em parceria com o governo estadual e terá 250 câmeras de monitoramento que vão vigiar as principais vias da cidade, integrando todas as forças de segurança.

A mobilidade urbana também é uma preocupação do governo municipal. O que tem sido feito para diminuir as dificuldades enfrentadas no dia a dia da população, principalmente nos horários de rush?

A prefeitura vem fazendo um esforço para melhorar a mobilidade na cidade, já que durante anos nenhuma obra estruturante foi realizada no município. Nosso maior projeto é a Transocênica, via expressa que vai ligar o Engenho do Mato a Charitas, com túnel sem pedágio, BRT e malha cicloviária. Esse anel viário vai mudar o paradigma da mobilidade em Niterói. Conseguimos incluir a Transoceânica no PAC da Mobilidade, do governo federal, e o projeto está em fase de licenciamento ambiental.

Enquanto as obras viárias estruturantes estão sendo planejadas, a prefeitura vem realizando uma série de intervenções que já melhoraram bastante o trânsito na cidadeTambém proibimos a carga e descarga nos principais eixos viários da cidade nos horários de pico do trânsito. Duplicamos a Avenida Francisco da Cruz Nunes, importante via de ligação entre o Largo da Batalha e a Região Oceânica, e vamos entregar a obra do mergulhão em novembro à população.

Pode detalhar o programa Mais Saúde?

O Programa Mais Saúde reúne um conjunto de medidas para a expansão da atenção básica em Niterói. No dia 20 de agosto inauguramos o Módulo do Viçoso Jardim, o primeiro do programa. Nos próximos meses, a cidade receberá ainda mais duas unidades: em Teixeira de Freitas e em São Lourenço. Até 2016, serão 20 novos módulos e 25 unidades reformadas e ampliadas.

O Mais Saúde vai levar o Médico de Família para toda população socialmente vulnerável da cidade, até 2016. Hoje, nós temos 160 mil pessoas atendidas pelo programa. Em quatro anos, serão 270 mil beneficiados. E não é apenas uma expansão, mas a qualificação do programa. Todos os novos módulos passam a ter consultório odontológico de qualidade, o que é uma demanda muito grande da população. A previsão é de que o número de consultórios odontológicos nas unidades da rede municipal de saúde de Niterói aumente dez vezes: de 8 para 80, nos próximos anos.

A Educação também tem recebido atenção especial do seu governo?

Educação é a base de tudo e estamos investindo muito para zerar o déficit de educação infantil. Em quatro anos vamos construir 20 unidades de Educação Infantil. Já iniciamos uma série de ações para melhorar ainda mais a qualidade da educação no nosso município.

A cidade de Niterói tem um apelo esportivo muito grande. Como estão os projetos para a Copa do Mundo e as Olimpíadas que serão realizadas no país?

Vamos receber delegações olímpicas para aclimatação em Niterói. A cidade terá infraestrutura para receber delegações internacionais, principalmente de vela. Já estamos preparando a revitalização do estádio Caio Martins. Vamos também construir quadras poliesportivas nas escolas municipais e formar atletas para as Olimpíada e Paralimpíadas de 2016. Esta semana apresentamos o plano de integração ‘Niterói nas Olimpíadas 2016’, ao Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Já no próximo ano a cidade receberá eventos esportivos nacionais.

O meu vice-prefeito, Axel Grael, é um campeão e pertence a uma família de campeões esportistas e tem nos apoiado no desenvolvimento destas ações que envolvem o turismo e também o meio ambiente. Vamos fomentar a cadeia produtiva do esporte na cidade e também formar novos campeões.

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