Por bianca.lobianco
Rio - O Banco de Tecido Ocular Pedro Sélmo Thiesen, construído no Hospital São João Batista (HSJB), em 2010, realizou até agora 1.169 captações de córneas e 700 transplantes. Estes números fizeram com que o Estado do Rio de Janeiro registrasse um número recorde de cirurgias de transplante de córnea em 2013.
O banco funciona diariamente das 7h às 19h%2C com equipes de sobreaviso nos feriados e fins de semanaDivulgação

O Banco de Olhos de Volta Redonda foi inaugurado no dia 4 de maio de 2010. Para construir e equipar o Banco de Olhos, a prefeitura de Volta Redonda fez um investimento de R$ 400 mil. “As córneas transplantadas aqui são captadas e processadas em nosso Banco de Olhos”, explicou o diretor geral do Serviço Autônomo Hospitalar (SAH), Sebastião Faria.

Ele lembrou que é importante que a pessoa que deseja ser doadora de órgãos e tecidos manifeste em vida essa intenção para a família, que é quem tem a última palavra sobre a doação, depois da morte do possível doador.

“Quando a pessoa morre, a família tem a autonomia para decidir sobre a doação, por isso a importância de manifestar esse desejo em vida para a família”, disse o diretor, explicando que a abordagem feita pela equipe do Banco de Olhos à família é um momento crucial.
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A remoção de córneas não acarreta efeito estético indesejável e o doador poderá devolver a visão a dois pacientes que aguardam na fila do transplante. No caso do tecido ocular, o doador deve ter entre 10 e 75 anos, e não pode ter tido contato com o vírus da hepatite, HIV ou ter morrido com infecção (septicemia).
O banco funciona diariamente das 7h às 19h, com equipes de sobreaviso nos feriados e fins de semana. O número de transplantes no estado entre janeiro e agosto de 2013 foi 16% maior que o mesmo período de 2012. A expectativa é de que em um ano o estado seja um dos cinco primeiros transplantadores de córnea do Brasil.
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