Por thiago.antunes

Rio - A luz continua vermelha na Região Serrana, arrasada pelas enchentes de janeiro de 2011. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), medidas preventivas e ações de auxílio a moradores das cidades mais afetadas empacaram no lamaçal da paralisia governamental. Dos R$ 467,8 milhões previstos pelo governo do estado, desde a tragédia, para ser destinados à contenção de encostas, apenas R$ 152,6 milhões foram executados até agora, o equivalente a 32%.

O número de moradias entregues à população desabrigada é ainda mais preocupante: está prevista a construção de 4.264 unidades até o fim deste ano, mas somente 506 estão prontas (11%). O levantamento foi apresentado pela procuradora da República Luciana Gadelha, ontem, durante audiência pública na Alerj. “Nós verificamos o grande atraso e a falta de prioridade para a execução das obras. E a construção de casas não avança”, disse a procuradora.

Cidades ainda aguardam verbas para aplacar prejuízos das enchentesDivulgação

Vale do Cuiabá, em Petrópolis; Córrego D’antas, em Nova Friburgo, e Buraco do Sapo, em Teresópolis, são, segundo o MPF, algumas das áreas onde a dragagem de rios e a contenção de encostas estão mais atrasadas.

Durante a audiência, foi discutida, ainda, a situação de duas mil famílias que não estariam recebendo o aluguel social. A ausência de representantes das prefeituras e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) foi criticada. “Pela quinta vez, o Inea não manda representante. Como se fosse um favor comparecer”, disse o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol). O DIA procurou a Secretaria Estadual de Obras, responsável pelas intervenções, e o Inea, mas não teve retorno.

Reportagem de Paulo Maurício Costa

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