Por bianca.lobianco

Rio - A partir de pequenas embalagens de esmaltes até garrafas de vinho, a niteroiense Cristina Buriche, de 37 anos, cria verdadeiras obras de arte com o vidro. Ela é uma das artesãs das mais diferentes regiões do estado que terão a chance de mostrar o seu trabalho a turistas do mundo inteiro que visitarão o Rio durante a Copa do Mundo. De hoje até o dia 11 de julho, das 9 às 18h, a exposição “Energia do Artesanato na Copa” ficará na Casa do Artesanato, em Botafogo, na Zona Sul carioca, reunindo técnicas tradicionais, que remetem à história e às tradições de cada região e localidade.

Peças criadas em diversas técnicas ficarão expostas até dia 11 de julhoDivulgação

As peças, que vão de bordados a esculturas em argila e vidro, demonstram a riqueza do artesanato fluminense e complementam a renda de milhares de pessoas. Muitos dos trabalhos retratam os mais famosos cartões postais da cidade.

Participante do programa Artesanato em Movimento, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (Sedrap), Cristina vive exclusivamente das peças que produz. “Pelo programa, tenho conseguido maior participação em eventos importantes para dar visibilidade a meu trabalho, que muitas vezes fica estocado por falta de ponto de comercialização”, conta ela, artesã há 10 anos. O programa já passou por quase 20 municípios, cadastrando mais de 500 artesãos independentes ou de associações como Maricultores de Cabo Frio e Artesãos Caminho de Barro, de Campos dos Goytacazes.

A mostra é promovida pelo Programa de Artesanato da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, que reúne mais de 6 mil artesãos. Durante a exposição, além da comercialização das peças, serão ministrados cursos e palestras sobre as diversas técnicas utilizadas pelos artesãos do estado, em diferentes materiais.

Uma das participantes do programa é a bordadeira Márcia Rigone, que já exporta para países como Itália, Portugal e Argentina. Ela busca inspiração na paisagem do Rio e na fauna e flora brasileira. Márcia começou a atividade após um momento de dificuldade financeira. “Depois de descobrir a potencialidade do artesanato comecei a trabalhar junto a comunidades carentes. Hoje trabalho com um grupo que tem a atividade como complementação de renda, ganhando cerca de R$ 500 por mês com as aplicações”, explicou.

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