Por thiago.antunes

Rio - Nos tempos do Brasil Colônia, pelos 47 quilômetros do trajeto que já fez parte da Estrada Real, antigo Caminho Velho, eram transportados o ouro e os diamantes vindos de Minas Gerais em direção ao Porto de Paraty, com destino a Portugal, além de mercadorias e escravos. O trecho que liga Paraty (RJ) a Cunha (SP) há 50 anos espera por pavimentação, que agora finalmente deverá ser concluída. O governo do estado e a Eletronuclear assinaram nesta quinta-feira convênio no valor de R$ 42 milhões para garantir a construção da Estrada Parque Paraty-Cunha (RJ-165).

Mais R$ 50 milhões, dos R$ 92 milhões do total da obra, são recursos estaduais, com empréstimo contraído à Comissão Andina de Fomento (CAF). A contrapartida da Eletronuclear é uma das exigências do Ibama e do Instituto de Biodiversidade Chico Mendes para a concessão da licença ambiental de construção da Usina Nuclear Angra 3. Estão sendo pavimentados os 9,4 quilômetros, trecho até então virgem, até a divisa com o Estado de São Paulo, onde se conecta com a SP-171, que já é asfaltada. Os trabalhos começaram em 2013, no sentido Cunha- Paraty.

Obras na RJ-165%2C que liga Paraty a Cunha (SP)%2C começaram em 2013%3A conclusão garantida em convênioRogério Santana / Agência O Dia

A estrada ajudará o turismo da região e a própria fauna e flora da Serra da Bocaina, em função das obras de contenção de encostas e de sinalização que serão executadas. A distância entre Paraty e Cunha será encurtada em 270 km, diminuindo o tempo de viagem em duas horas. “Essa obra é a redenção de Paraty e Angra dos Reis para o turismo. A estrada coloca o Vale do Paraíba e o Sul de Minas a menos de uma hora do mar”, disse o governador Luiz Fernando Pezão. A Paraty-Cunha é a segunda estrada parque do estado. A primeira é a Capelinha-Mauá, em Itatiaia e Resende, inaugurada no início do ano.

Duplicação e segurança na BR-040

Técnicos da Agência Nacional de Transportes Terrestres vão detalhar hoje no Rio as obras de duplicação da Serra de Petrópolis e debater a segurança dos motoristas que trafegam pela BR-040 (Rio-Juiz de Fora). A nova subida da Serra está dividida em cinco lotes de obras e prevê uma pista com 20 km de extensão. Serão 15 km de duplicação da atual pista de descida e outros cinco quilômetros que vão compor um túnel rodoviário.

O presidente da OAB de Petrópolis, Antonio Carlos Machado, afirma que a rodovia tem sido cenário frequente de assaltos e roubo de veículos. A falta de patrulhamento e monitoramento é apontada como uma das causas. A reunião foi convocada pelo deputado federal Hugo Leal (Pros-RJ), membro da Comissão de Viação e Transportes da Câmara.

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