Por felipe.martins

Rio -  Quem sai do Rio de Janeiro para aproveitar as maravilhas de Armação dos Búzios passa pela Rasa. Porta de entrada da cidade, a localidade vem crescendo com ações da prefeitura, principalmente em infraestrutura e urbanização. Com maioria de pescadores, a população aproveita os investimentos e aposta na valorização dos imóveis e no crescimento do comércio.

Segundo o prefeito André Granado (PSC), mais de 3,8 mil moradores serão beneficiados e cerca de 830 empregos vão ser gerados na construção de uma creche e mais duas praças no bairro. “Aqui, é uma janela para o nosso município. Estamos colocando mais de R$ 13 milhões na Rasa e demos uma nova cara à região. Foram criados uma Clínica da Família, o Cine Teatro Rasa, uma escola e uma agência comunitária dos Correios”, diz.

Prefeito de Búzios diz que já foram investidos R%24 13 milhões na Rasa%2C e destaca a recente entrega da Clínica da Família%2C que vai beneficiar 10 mil moradoresDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Os investimentos já refletem na economia local. Dona de uma mercearia na Rasa, Claudiceia Maria da Silva, de 43 anos, tem esperança de aumentar os lucros com a circulação de mais pessoas pela Rasa. Isso porque a rua onde fica sua loja está sendo asfaltada e, ao mesmo tempo, uma praça para crianças e idosos começa a ser construída.

Ela diz acreditar que a Rasa será um bairro modelo. “Vamos ter asfalto. É um sonho realizado. Agora, a tendência é que mais gente venha aqui. Ainda mais após a construção da praça em frente à mercearia”, afirma.

EXPECTATIVA ALTA

O empresário Leandro Mendonça, 30 anos, também aposta na Rasa. Nascido em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, ele resolveu montar seu negócio no bairro. “Estou aqui desde 2006. Montei duas lojas, uma de materiais de construção e outra de móveis”.

Para isso, vendeu o mercado que tinha em Itaperuna. “A Rasa vai crescer porque antes o pessoal que morava aqui trabalhava no Centro e acabava consumindo por lá. Hoje, muitos já estão empregados na Rasa e vão gastar o dinheiro por aqui mesmo. A economia da região vai aquecer”, explica.

O presidente da associação de moradores, Gilberto Meireles, 41, ressalta a importância e a tradição da Rasa. “Aqui é a porta de entrada de Búzios. A área era muito carente. Sempre lutamos por este reconhecimento e por melhorias”.

Gilberto%2C da associação de moradores%3A fim à fama de bairro dormitórioDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

Ele afirma que os investimentos trazem otimismo aos moradores. “Antes, a Rasa era conhecida como lugar ‘come e dorme’. As pessoas acordavam, saíam para trabalhar e voltavam para dormir. Com essa geração de empregos, o povo fica”, diz.

Bairro conta com centro de turismo

O bairro conta agora com um Centro de Informações Turísticas. Há painéis com fotografias das praias, folders e panfletos explicando tudo sobre a rede hoteleira, passeios e opções gastronômicas.
Para o secretário de Turismo, José Márcio dos Santos, o centro vai valorizar e melhorar muito o bairro. “A inserção da Rasa no contexto turístico fomentará a economia do local, além de auxiliar no ordenamento da mobilidade urbana. Estamos trabalhando para inserir este bairro, que muitas vezes esteve esquecido no contexto geral do balneário. Agora sim o turista vai saber quando chegou em Búzios.”

?Proximidade de instalações da Petrobras é vantagem

O representante da Masterplan Consultoria de Projetos e Meio Ambiente, Carlos Bizerril, afirmou que 17 municípios, entre São Paulo e Espírito Santo, ofereceram espaço para viabilizar o porto, porém, 13 foram descartados. “Macaé está entre os quatro, sendo indicado como uma das áreas mais adequadas para o terminal. O projeto está localizado no centro da área do pré-sal”, disse ele durante a audiência.

O Terpor Macaé concorre com outros municípios como base de apoio da cadeia petrolífera, desde o CPVV, em Vitória (ES), aos terminais de Santos e Guarujá (SP). Porém, segundo o diretor de Portos da Queiroz Galvão, José Roberto Serra, estudos mostram que o Terpor é o mais competitivo, em termos logísticos, por sua interligação ao Parque de Tubos, ao Terminal de Cabiúnas e à Usina Termoelétrica Mário Lago, além de estar localizado no centro da área do pré-sal.

O consultor do Terpor, Alfredo Renault, ressaltou a necessidade de aumento da frota de embarcações de apoio para atender às demandas de suprimentos (movimentação de cargas e logística) de toda a cadeia de petróleo e gás. A estimativa é que cerca de 700 novos barcos sejam necessários até 2020, pois até essa data já serão 107 unidades produtoras de pós e pré-sal nas bacias de Santos e de Campos.

Reportagem de Eduardo Ferreira

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