Por felipe.martins

Rio -  As empresárias Elisabete e Ana Lúcia Chebabe foram condenadas pela Justiça a mais de três anos de prisão cada uma por sonegação fiscal. De acordo com o Ministério Público Federal, autor da denúncia, as fraudes cometidas pelas empresárias foram praticadas entre 2001 e 2003 em um esquema de sonegação fiscal na condução da contabilidade da empresa Chebabe Pneus. De acordo com o MPF, foram  74 lançamentos contábeis não registrados, totalizando R$ 1,2 milhão, o qual incidiria R$ 651 mil em imposto de renda financeira, que deixou de ser declarado e recolhido. Elas poderão recorrer em liberdade

Segundo o MPF, o esquema de sonegação foi montado em cima de falsificações e omissões de informações à Receita Federal. A Chebabe Pneus emitiu cheques em favor de Ubigás Petróleo, empresa à qual é vinculada, em três exercícios financeiros, sem que houvesse registrado transação comercial ou financeira. Com o objetivo de mascarar as operações, deixou de escriturar os pagamentos em seus livros, pois caso escriturasse, o saldo de caixa da empresa se revelaria credor, denunciando o uso de recursos à margem da contabilidade para não pagar impostos.

“Os pagamentos à Ubigás Petróleo mediante emissão de cheques só eram registrados na contabilidade paralela da empresa. Na escritura contábil da Chebabe Pneus, eles mascararam a transação como se houvesse descontado os cheques na agência bancária para reforçar o caixa da empresa. Esses cheques foram utilizados pela Ubigás Petróleo para liquidar não só as suas obrigações como as de outras empresas do grupo”, explica o procurador da República Eduardo Santos de Oliveira, autor da denúncia.

A sonegação foi descoberta após investigação policial, que além de auditorias contábeis, também obteve provas por meio de diálogos telefônicos, bem como afastado o sigilo bancário dos envolvidos, material que subsidiou o processo contra as empresárias.


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