Gastronomia e artesanato se inspiram em música para vender

Festival de jazz e blues de Rio das Ostras, que termina domingo, aquece negócios locais

Por O Dia

Rio - Até o acarajé entrou no ritmo. E virou “acarajazz”. A 12ª edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, aberto na última sexta-feira e que termina no próximo domingo, atrai uma multidão à cidade da Região dos Lagos e gera bons negócios para comerciantes, artesãos e empreendedores locais.

Enquanto dentro da Cidade do Jazz, em Costa Azul, o público faz fila para apreciar a iguaria baiana, vendida por R$ 15, do lado de fora o movimento é grande nas 22 barracas do projeto Renda Alternativa, que vendem comidas e bebidas variadas, a preços ainda mais em conta.

Fora dali, 11 restaurantes se uniram para oferecer pratos promocionais inspirados no evento, dentro do primeiro Jazz Gastronômico, promovido pelo Núcleo Gourmet de Rio das Ostras, em parceria com Sebrae, prefeitura e Convention & Visitors Bureau. Entre as novidades, estão o Filé Mignon Al Jarreau, o Pastel New Orleans e o Yakiblues. O artesanato também foi “beber na fonte” do festival.

Artesãos de grupos locais criaram peças a partir de instrumentos musicais, atraindo a atenção dos turistas nas barracas montadas na Cidade do Jazz. O espaço é uma mini-cidade cenográfica, onde réplicas gigantes de um saxofone e uma guitarra viraram “pontos turísticos”. Até o Correios montou uma operação especial no local, vendendo selos comemorativos temáticos.

Cidade do Jazz%3A praça de alimentação lotada nas noites de shows Divulgação

A prefeitura estima que mais de 40 mil pessoas apreciem, diariamente, os shows gratuitos, no espetáculo itinerante que percorre quatro grandes palcos em pontos turísticos da cidade — Lagoa de Iriry, Praia da Tartaruga, Costa Azul e Praça São Pedro (Centro). O palco da Praia da Tartaruga, instalado sobre uma pedra, dentro do mar, tem um charme especial. A plateia promete ser ainda maior no próximo sábado, quando o cantor Al Jarreau faz show na Cidade do Jazz.

Enquanto grandes estrelas internacionais se apresentam no palco, na Casa do Jazz, um simpático espaço em estilo de pub inglês, talentos regionais têm a sua chance. O espaço revelou músicos como o campista Angelo Nani, que este ano veio como estrela no palco principal.

Na plateia, jovens, adultos e crianças. Gente que nunca ouviu falar em nomes reconhecidos internacionalmente, presentes naquele que já é considerado o maior festival gratuito do gênero musical na América Latina e um dos 10 principais do mundo. “Isso mostra que nossa estratégia foi acertada, ao oferecer um evento com música de qualidade”, afirma a secretária de Turismo e Desenvolvimento Econômico, Carla Ennes. A expectativa é que o evento movimente mais de R$ 10 milhões.