Por vinicius.amparo

Rio - Desde o início da madrugada desta terça-feira (30) uma operação de combate à caça e extração ilegal de palmito em Garatucaia, distrito do município de Angra dos Reis.  Até o momento, na blitz ambiental, policiais detectaram e destruíram quatro ranchos construídos ilegalmente por caçadores em área protegida de Mata Atlântica, apreenderam três espingardas, dois trabucos, apitos de caça, dezenas de cápsulas de munição, e prenderam um caçador.

Disfarçados de caçadores que tinham a intenção de pernoitar na região, os fiscais e policiais avançaram pela mata na manhã desta terça-feira detendo em flagrante um caçador em posse de um esquilo e outros pássaros mortos a tiros. Os caçadores presos responderão por porte ilegal de arma de fogo e material de caça em área de mata protegida. Detidos estão sujeitos à pena que pode chegar a quatro anos de reclusão e multas individuais de até R$ 10 mil.

A operação conjunta envolve agentes da Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca), órgão da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA), Policiais do Serviço Reservado da Polícia Militar Ambiental e agentes do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Portinho, elogiou a ação, afirmando que a caça de animais silvestres causa sérios prejuízos ambientais para a região, que já vem há muito tempo sendo devastada pela exploração predatória dos recursos naturais.

De acordo com o coronel da Cicca, José Maurício Padrone, o amplo conhecimento do terreno por parte dos caçadores dificulta as prisões: “Os caçadores, na maioria das vezes, são pessoas muito simples, mas dentro da mata são verdadeiros doutores, e conseguem se antecipar à chegada da fiscalização. Estamos usando toda tecnologia disponível para identificar estes marginais e recomendo fortemente que eles abandonem essa prática, porque uma vez presos, eles irão para a cadeia, já que a caça com arma de fogo é um crime inafiançável”, afirmou Padrone.

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