Cidade da Pesca mais perto da realidade em São Gonçalo

Governo do estado desapropria mais uma área para instalar projeto, que deve gerar mais de 10 mil empregos na região, com investimentos de R$ 100 milhões

Por O Dia

Rio - Lançado há um ano, o projeto da Cidade da Pesca, que vai gerar 10 mil empregos diretos em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, está mais perto de sair do papel. Decreto do governo estadual publicado no Diário Oficial de ontem desapropria uma área de 465 mil metros quadrados para a implantação do Condomínio Industrial Pesqueiro Sustentável, que faz parte do projeto.

O empreendimento, às margens da Baía de Guanabara, na altura da Praia da Beira, prevê ao todo 630 mil metros quadrados e um investimento público de R$ 100 milhões. Com isso a Cidade da Pesca espera trazer de volta para o Rio — hoje terceiro no ranking da produção de pescado marinho do Brasil, atrás de atrás apenas de Santa Catarina e do Pará — a indústria pesqueira que migrou para o sul do país, por falta de incentivo público.

Projeto pretende fortalecer vocação pesqueira do estado%2C hoje o terceiro maior mercado produtor do paísDivulgação

Em abril deste ano, o estado também desapropriou 51 mil metros quadrados na Praia da Beira para a construção do primeiro Terminal Pesqueiro Público do Estado — o TPP —, que vai gerar mais de 300 empregos diretos na região. O próximo passo será a desapropriação de outros 110 mil metros quadrados destinados à construção de moradias para o reassentamento dos moradores das áreas do TPP e do condomínio.

A multinacional Jealsa-Rianxeira — primeira da Espanha, segunda da Europa e quarta do mundo em conserva de pescado — será a principal âncora do projeto. A empresa vai investir R$ 60 milhões na instalação de uma de suas 26 empresas: a Crusoe Foods, com sede no Chile e já presente em 23 países da América Latina. O estaleiro Peixaria Pop & Peixe também construirá o Esteit (Estaleiro Tecnológico de Itaoca), em área de 50 mil metros quadrados, gerando 700 empregos, com investimento de R$ 20 milhões. Outras 17 empresas estão interessadas em se estabelecer no local.

O Condomínio Industrial Pesqueiro vai aproveitar o píer feito pela Petrobras como meio de escoamento de insumos para o Comperj. “A Cidade da Pesca vai gerar empregos, com uma perspectiva enorme de investimentos para o estado.A ideia é utilizar mão de obra local nessas indústrias, gerando emprego e renda para essas famílias”, explicou Carlos Krykhtine, subsecretário estadual de Desenvolvimento Regional.

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