Por thiago.antunes

Rio - Um dos centros de compra mais visitados por turistas da Região dos Lagos, a Rua dos Biquínis, em Cabo Frio, está em ritmo acelerado para o verão. Iniciadas há mais de um mês, as obras de revitalização têm como objetivo restaurar a estrutura do shopping a céu aberto, um dos principais pontos turísticos e de grande circulação da cidade. O local concentra 175 lojas e fábricas de biquínis e roupas de banho da cidade é é considerado pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) o maior polo de moda praia do país.

De acordo com Silvio Rodrigues, presidente da Acirb (Associação Comercial e Industrial da Rua dos Biquínis), o setor emprega cerca de três mil pessoas durante todo o ano e chega até 10 mil na alta temporada. “Por ano fabricamos e comercializamos cerca de cinco milhões de peças de moda praia, além de empregar mão de obra local. Cerca de três mil pessoas têm emprego durante todo o ano, só que quando chega a alta temporada, no verão, precisamos de mais. Este número já chegou a 10 mil empregados”, disse Rodrigues, que mantém cinco lojas em Cabo Frio.

Reforma emergencial no espaço para o verão custará R%24 2 milhões e ficará pronta antes do NatalDivulgação

Segundo Paulo Castro, secretário de Obras da cidade, estão inclusos no projeto os serviços de recuperação da fiação elétrica, troca de placas do piso, reforma geral da estrutura dos decks e bancos e troca das lonas que se tornaram símbolo na Rua dos Biquínis. “Foram investidos mais de R$ 2 milhões nessa reforma e acredito que antes do Natal já estará tudo pronto”, estima.

O prefeito de Cabo Frio, Alair Corrêa (PP), disse que a cidade ficou sem manutenção nos últimos oito anos e, como consequência disso, houve o deterioramento de muitos pontos turísticos. Ele afirmou ainda que esta é uma obra emergencial. “Essas são apenas reformas de emergência. Depois da alta temporada de 2015, vão começar as obras que vão transformar um dos principais polos de moda praia do país, a nossa famosa Rua dos Biquínis”, disse.

Segundo a vice-presidente da Acirb, Fabrícia da Costa, das lojas QArt Fitness, a Rua dos Biquínis atrai visitantes o ano inteiro. “Se o tempo estiver bom, as pessoas compram biquínis. Se chover, as pessoas vêm passear e também compram algumas peças. No inverno, trabalhamos a coleção de verão”, completou.

Os comerciantes do local aprovaram a obra e ressaltaram também que o projeto vai tornar o lugar mais seguro para quem trabalha e para quem frequenta. A vendedora Karla Moraes, de 27 anos, acredita que as condições de trabalho vão melhorar. “A gente trabalhava aqui em condições precárias, mas acho que as coisas vão melhorar bastante”, disse.

Produtos devem ser exportados para Japão e EUA

Biquínis de Cabo Frio poderão ser exportados para Japão, Estados Unidos e Europa. Contratada pelo Sebrae/RJ, Ângela Hirata, consultora que reposicionou a marca Havaianas no mercado internacional, visitou o pólo e já começou a trabalhar a possibilidade de levar os produtos para o mercado externo. “Os produtos são de ótima qualidade e têm muita brasilidade. Mesmo as empresas pequenas podem exportar, se tiverem planejamento e trabalharem um produto que agrade o gosto do cliente”, disse.

Segundo ela, as confecções de biquínis podem exportar em pequenas quantidades, com preços atrativos. “Gostei dos produtos e estou levando os catálogos para iniciar a pesquisa. Acho que há demanda no Japão, Europa e Estados Unidos”, completou. Recentemente, quatro empresárias da Rua dos Biquínis participaram de uma missão do Sebrae a Londres, com objetivo de estudar o mercado, conhecer tendências e práticas inovadoras.

A consultora voltará a Cabo Frio mês que vem para fazer uma curadoria das peças que irá trabalhar no exterior. No primeiro trimestre de 2015, Ângela quer montar uma rodada de negócios em Cabo Frio, trazendo âncoras do exterior para negociar com os fornecedores locais.

Reportagem de Vinicius Amparo

Você pode gostar