Por bferreira

Rio - De cidade-dormitório a polo de atração de investimentos no setor imobiliário. De olho na mudança de perfil de Maricá, empresas começaram a investir em grandes empreendimentos no setor. Um projeto de enormes proporções, comparado ao Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, começa a ser desenvolvido na cidade. Com um investimento de R$ 3 bilhões, o Complexo Turístico e Empresarial Fazenda São Bento da Lagoa tem a proposta de se tornar outro polo de geração de empregos e promete integrar a rotina dos moradores de toda a região, que terão acesso às áreas públicas do empreendimento.

Complexo vai abrigar a segunda maior reserva de restinga do estadoDivulgação

Localizado a cinco quilômetros do centro de Maricá e a 45 do Centro do Rio, o empreendimento conta com uma área de 840 hectares, entre o mar e a Lagoa de Maricá. No momento, passa pelo processo de licenciamento, com o estudo de impacto ambiental em análise pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). A meta é de que tudo esteja pronto em 2024.

O projeto estabelece que a infraestrutura urbana seja completamente integrada à natureza, com apenas 6,4% de ocupação de prédios e 17% de intervenção do espaço total. Serão construídos quatro hotéis, prédios de até quatro andares e casas residenciais, dois shoppings, além de restaurantes, escola, hospital, centro empresarial, clubes, áreas de lazer, campo de golfe sustentável e centro hípico.

“O complexo terá uma excelente relação custo x benefício e vai promover o desenvolvimento econômico de forma sustentável, com geração de empregos diretos e indiretos, inclusão social e será um forte fator de consolidação do potencial turístico do município. Tudo isso com responsabilidade ambiental”, disse o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Lourival Casula. O empreendimento vai integrar famílias dos pescadores da comunidade de Zacarias, em Barra de Maricá, e índios, cujas aldeias hoje se encontram dentro da propriedade.

Polo terá reserva ambiental

Responsável pelo empreendimento, a empresa Iniciativas e Desenvolvimento Imobiliário (IDB Brasil Ltda) quer criar a segunda maior Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) de restinga do Estado do Rio, com 450 hectares. A área terá um centro de pesquisa para o desenvolvimento de estudos científicos da fauna e da flora de restinga por universidades e instituições educacionais.

“O Centro de Pesquisas será aberto às escolas, universidades, instituições e ONGs interessadas em estudar a Restinga de Maricá. Vamos criar uma fundação que será financiada por uma porcentagem das cotas condominiais do empreendimento”, revelou David Galipienzo, diretor-executivo da IDB Brasil.

Você pode gostar