MPF mira saúde em Miguel Pereira

Órgão recomendou à prefeitura uma postura transparente na prestação dos serviços públicos

Por O Dia

Rio - Falta de medicamentos e de médicos especializados e constantes trocas de secretários de saúde —foram seis em dois anos — são as principais reclamações da população de Miguel Pereira, no Sul Fluminense. Após se reunir com a comunidade, o Ministério Público Federal (MPF) recomendou à prefeitura uma postura transparente na prestação dos serviços públicos de saúde. A cidade deve realizar, em até 90 dias, uma audiência pública sobre o assunto e apresentar, em 60 dias, a lista de medicamentos adquiridos, apontando os que estão em falta.

Na recomendação, o MPF requer ainda que o município submeta ao Conselho de Saúde todas as questões referentes ao funcionamento dos serviços e crie um portal de transparência na internet, na forma da legislação federal. “Caso não tome a providência dentro dos prazos, haverá suspensão das transferências voluntárias (repasses federais)”, afirmou o procurador da República em Volta Redonda, Rodrigo Timóteo da Costa.

A assessoria da prefeitura disse que a antiga gestão realizou muitos contratos com profissionais terceirizados e que, dentro de 90 dias, haverá concurso para a saúde. Quanto aos seis secretários que passaram pela pasta, a assessoria informou que nenhum deles estava voltado para gerenciar as necessidades do município. Por fim, frisou que vai criar o site com todas as informações e prometeu regularizar tudo dentro dos prazos.

Em nota, a assessoria do ex-prefeito de Miguel Pereira, que deixou o cargo 31/12/2012, informou que na sua gestão não houve contrato algum com firmas terceirizadas para o setor da Saúde. Segundo a nota, no ano de 2008, foi realizado concurso público e, até o final de 2012, foram chamados mais de 400 novos servidores para várias áreas. "Dentre os aprovados, mais de 100 foram direcionados à área de Saúde. Todos os médicos aprovados foram chamados. Apenas os desistentes não foram aproveitados.

O ex-prefeito afirmou ainda, na nota, que deixou sua gestão com todos os programas de saúde da prefeitura de Miguel Pereira operando, sem registrar problemas. "A administração cumpriu com o seu dever de atender à população, manter todos os postos de saúde abertos, o Programa de Saúde da Família funcionando e ajudando, em dia, financeiramente ao único Hospital da cidade".

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