Inea agiliza atendimentos em situações de emergência ambientais

Órgão ambiental instala sistema de radiocomunicação com capacidade para funcionar em condições extremas

Por O Dia

Rio - O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) está colocando em operação a primeira etapa do sistema de radiocomunicação digital para atendimento às situações de emergência ambientais. A rede, cujas informações em tempo real serão repercutidas a partir do Centro de Informação em Emergências Ambientais (Ciem) do órgão, está funcionando inicialmente com cinco estações repetidoras distribuídas em regiões críticas do Estado.

Rádios portáteis e móveis completam o sistema e integram nesta primeira fase 15 Defesas Civis municipais, três unidades da Defesa Civil Estadual e ainda as regiões das superintendências Ilha Grande/Angra dos Reis, Médio Paraíba (Volta Redonda), Serranas (Petrópolis, Teresópolis e Friburgo); além das equipes de Emergência Ambiental, do Alerta de Cheias (NUAC) e de Produtos Perigosos (SOPEA) do Inea.

O sistema tem capacidade para funcionar em condições extremas e visa a agilizar o atendimento em situações como a tragédia da região Serrana em 2011, quando o socorro às vítimas enfrentou a dificuldade de comunicação por celulares. Mas também em acidentes com produtos perigosos, incêndios florestais e demais emergências ambientais.

É também complementar ao Alerta de Cheias que emite alertas de inundação às Coordenadorias de Defesa Civil das prefeituras de vários municípios do estado, e ainda disponibiliza indicadores importantes ao Departamento Estadual de Recursos Minerais (DRM) e a Defesa Civil Estadual, quanto a iminência de escorregamentos de acordo com os acumulados de chuva, que determinam o acionamento de sirenes em comunidades vulneráveis situadas em vários pontos do estado.

Quando estiver funcionando plenamente, no primeiro semestre de 2015, a rede terá 48 estações fixas, nove estações repetidoras e 172 rádios portáteis, dos quais 39 adequados para operações em áreas com risco de explosão, garantindo cobertura de 95% do território fluminense. O investimento total é de R$ 2,2 milhões.