Por thiago.antunes
Rio - E depois da estiagem, vem a tempestade. Com a chegada do verão, a tendência é que as chuvas venham próximo da média ou pouco acima do esperado em relação ao ano passado. É o que afirma a meteorologista do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), Cínthia Avellar. De acordo com um relatório do próprio instituto, para este mês espera-se que os níveis médios diários dos rios atinjam valores acima dos medidos em 2013.
“As chuvas de dezembro poderão trazer acúmulo pluviométrico que pode favorecer um retorno dos níveis dos rios aos seus níveis médios”, disse. Os principais pontos serão as bacias hidrográficas da Baía de Ilha Grande, Médio Paraíba do Sul, Baía de Guanabara, Piabanha, Baixo Paraíba do Sul e Itabapoana. Os acumulados de chuva durante a primavera ainda não foram suficientes para compensar os baixos índices pluviométricos do último verão.
Importados dos EUA%2C novos radares vão permitir antecipar alertasDivulgação

Quinze técnicos do Inea estão sendo treinados por especialista americano para operar os dois radares meteorológicos que vão monitorar as chuvas em todo o estado. Importados dos Estados Unidos por R$ 13,4 milhões, os equipamentos podem antecipar com mais agilidade e precisão os alertas de chuvas. Segundo Cínthia, a ideia é tornar o Rio o primeiro estado do país a ter as suas bacias hidrográficas monitoradas por radares meteorológicos.

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Novo sistema de rádio digital
Além dos radares meteorológicos, instalados no campus da Uenf, em Macaé, e na Fazenda Modelo, em Guaratiba, na Zona Oeste, um novo sistema de radiocomunicação digital está sendo implantado pelo Inea para atendimento às situações de emergência ambientais. O sistema tem capacidade para funcionar em condições extremas para agilizar o atendimento em casos como a tragédia da Região Serrana em 2011, quando o socorro às vítimas enfrentou a dificuldade de comunicação por celulares.
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“O programa foi concebido para auxiliar diretamente as regiões mais críticas do estado. Já temos a cobertura em 11 municípios do Noroeste, nas três maiores cidades da Região Serrana (Petrópolis, Teresópolis e Friburgo) e em Angra dos Reis. Precisamos de comunicação efetiva”, disse o coronel Wilson Duarte, representante do Inea e responsável pelo projeto. Até o primeiro semestre de 2015, a rede terá 48 estações fixas, nove estações repetidoras e 172 rádios portáteis, garantindo cobertura de 95% do território fluminense. O investimento total é de R$ 2,2 milhões.
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