MP capacita equipes para prevenção de desastres em Teresópolis

Durante a capacitação, será lançado o projeto "Morte Zero"

Por O Dia

Rio - Aberto na manhã desta segunda-feira (15), o evento ‘Segurança Humana nas Cidades Resilientes’, promovido pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), é direcionado a promotores da Região Serrana para atuação prioritária na prevenção dos desastres. Realizada no Centro de Visitantes do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, no Soberbo, a capacitação acontece durante todo o dia, com palestras e uma oficina de trabalho coordenada pela professora Lucila Martinez, coordenadora nacional da Cátedra da UNESCO Meio Ambiente e Cidade.

O público-alvo é formado por promotores e procuradores de Justiça, advogados, biólogos, geógrafos, economistas e pesquisadores ligados à prevenção de desastres. A Defesa Civil do Estado do Rio de Janeiro foi convidada a participar do evento por ter um planejamento estratégico e também para estabelecer parcerias de trabalho junto à comunidade.

O projeto foi desenvolvido pela 9ª Procuradoria de Justiça de Tutela Coletiva do MPRJ. Segundo a procuradora de Justiça Denise Tarin, idealizadora da campanha, trata-se de uma oficina de trabalho voltada para metodologias e estratégias visando uma atuação integrada entre o órgão e o poder público. “O que nós queremos é dotar de todo o auxílio os promotores de Justiça da região, não só do elemento material, mas com a investigação científica para nós solucionarmos a questão dos deslizamentos, com a repercussão na vida das pessoas, sobretudo nos impactos patrimoniais e perda de vida humana”, pontuou.

De acordo com Denise Tarin, o foco preventivo do evento está na identificação da vulnerabilidade das pessoas que vivem em situação de risco na Região. O desafio é tirar as soluções do papel e transformá-las em realidade. “É importante que nós saibamos efetivamente o número de pessoas que ainda permanecem em situação de risco. Outra questão é sensibilizar essas pessoas quanto à percepção da sua situação de risco. Tecnicamente e cientificamente as soluções estão aí, o desafio é como tirá-las do papel. Isso, sem dúvida, é um desafio não só do poder público, que tem o problema da continuidade das suas ações, mas também da sociedade, para continuar perseguindo as soluções”.