Por bianca.lobianco
Publicado 21/12/2014 23:55 | Atualizado 21/12/2014 23:56

Rio - O verão já chegou e no Parque Ecológico da Praia das Pedrinhas, ou Piscinão de São Gonçalo, como é conhecido, apesar de areia limpa e água tratada diariamente, nem tudo está totalmente pronto. Após 20 dias fechado para a limpeza da areia, que é feita a cada seis meses, frequentadores reclamam da falta de opções para comprar alimentos e bebidas. Os cinco quiosques estão fechados e não é permitida a entrada de ambulantes.

“Fim de semana muito quente fica superlotado e a gente acaba sem opção para refeição. Então temos de ir lá fora para comer alguma coisa”, contou a recepcionista Priscila Costa, de 27 anos, à equipe do DIA que visitou o local no último dia 17. Priscila mora próximo e frequenta o local desde que inaugurou, há mais de dez anos.

Moradores da região aproveitam para brincar na água. Lago artificial chega a ter 1%2C5 metro de profundidadeSeverino Silva / Agência O Dia

“Fechamos no inverno e na primavera e durante a manutenção porque não tinha para quem vender. Temos que esperar o verão firmar bem para começar. Já estamos completamente abastecidos e prontos para funcionar. O único problema agora é a dificuldade para contratar pessoas. Não conseguiria trabalhar sozinho”, alegou Maxwell Ferreira, 29, locatário de dois quiosques. Na semana passada, ele garantiu que os estabelecimentos funcionariam já no último fim de semana. Apesar disso, não abriram no primeiro dia do verão, como informou o administrador do Piscinão, Diego Muniz.

A previsão, de acordo com Muniz, é que no próximo fim de semana os dois voltem a operar. Já os outros três precisam aguardar a nomeação e posse do novo secretário de Esporte e Lazer do estado, para que seja feita nova licitação para escolha dos locatários. “Temos uma grande dificuldade nos quiosques, que só começam a operar mesmo no verão. Na última licitação, não houve interessados”, disse Muniz, explicando que o contrato é feito pela Suderj. No verão passado, apenas quatro quiosques operaram.

No local é proibido portar ou consumir bebida alcoólica, que não pode ser vendida nem mesmo nos quiosques credenciados. A restrição ocorreu a partir de 2010 pela Suderj, a exemplo da nova regra no Maracanã, e, segundo Muniz, ajudou a evitar problemas como brigas e até atropelamentos na BR-101, próximo do local, no bairro Boa Vista.

Limpeza é permanente

A água do Piscinão é limpa permanentemente, mas frequentadores vêem com desconfiança. “Não acredito nessa água que dizem ser limpa. Olha aí, está preta”, diz o eletricista Marcus Pereira, 31. Vizinha do local, Priscila Costa diz que o espaço é ideal para levar a filha, mas também reclama: “Seria bom se mantivessem o local mais limpinho. Na terça-feira, a gente chega aqui e está um brinco, água clarinha, mas no restante da semana fica bem sujo”.

O administrador do Piscinão contesta: “Quanto mais gente, maior a turbidez da água, pois a areia sobe e muda a coloração da água, mas isso não significa que está suja. A água é limpa todos os dias, por um sistema de tratamento permanente, o que garante as condições de balneabilidade”.

Segundo Diego Muniz, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e um laboratório particular realizam testes periódicos da qualidade da água do lago artificial, que é captada da Baía de Guanabara e, segundo ele, totalmente própria para banho.

Com nove mil metros quadrados, volume d’água de dez mil metros cúbicos, profundidade de até um metro e meio e capacidade para 13 mil pessoas, o principal centro de lazer de São Gonçalo espera atrair milhares de visitantes de terças a domingos durante o verão. A entrada é gratuita, das 8h às 17h.

Colaborou: Vinicius Amparo

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