Em busca de novos Medinas

Cidade conhecida como capital do surfe no Brasil, Saquarema segue revelando grandes talentos

Por O Dia

Rio - Os irmãos Daniel, de 12 anos, e Diego Templar, 9, têm mais do que o sobrenome em comum. Não perdem tempo quando avistam boas ondas na Praia de Itaúna, em Saquarema. Vestem suas bermudas, pegam a prancha e vão surfar. Juntos, conquistaram mais de 300 troféus, que enfeitam a sala de casa, a alguns metros do mar.

A vontade de surfar nasceu quando pisaram pela primeira vez na areia de Itaúna. “Sempre gostei da praia e do surfe. Comecei com 7 anos. Estou treinando para ser campeão mundial igual ao Gabriel Medina”, explica Daniel.

Em Itaúna, jovens surfistas treinam diariamente sonhando em um dia competir nas provas do WCTDaniel Castelo Branco

Ele conta que reuniu amigos aqui em casa para ver as provas do WCT (considerada a primeira divisão do surfe mundial), que Medina venceu. “Conseguimos assistir tudo pela internet”, disse.

O espírito de competição dos irmãos é tão grande que não leva em conta o parentesco. “Ganhei dele na última vez que disputamos. Cheguei em segundo, e o Daniel, em quarto”, conta Diego, que surfa há três anos.

Localizada a uma hora e meia de carro do Centro do Rio de Janeiro, Saquarema, na Região dos Lagos, é conhecida como a capital do surfe nacional e o local mais propício para a prática do esporte no país por causa de suas ondas perfeitas.

Internacionalmente, as ondas do Havaí são a menina dos olhos dos praticantes do esporte. Por isso, Daniel e Diego viajaram para lá na quinta-feira com três outros surfistas da mesma faixa etária e o professor Aelson Silva, 28 anos.

No Havaí, os seis esportistas vão passar 40 dias aprimorando suas técnicas nas melhores ondas de surfe do mundo. </CW>“Treino as crianças para competir. Primeiro, observamos quais têm o talento para se tornar um atleta e, assim, fazemos um trabalho mais específico”, ressaltou.

Em média, são duas horas por dias de aula no mar. “Estivemos no Peru duas vezes, mas no Havaí é a primeira. É uma oportunidade única. Vamos prepará-los para o circuito paulista que é um torneio muito duro e exige muito dos atletas”, explicou Aelson Silva, antes de viajar com a garotada.

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