Por thiago.antunes
Rio - A verba de R$ 30 milhões anunciada recentemente pelo governo estadual, como parte do programa Rio Rural Emergencial, para as regiões Serrana, Norte e Noroeste Fluminense, afetadas pela seca, é insuficiente para produtores que vivem do gado e da plantação de legumes e frutas, segundo o secretário de Agricultura de Campos, Luiz Eduardo Crespo. “Devemos receber pouco mais de R$ 3 milhões, por sermos o maior município agrícola do estado, mas é pouco para o que estamos passando”, disse.
Em 2014, relatório da Prefeitura de Campos em parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) apontou prejuízo de R$ 128 milhões na cidade por causa da seca. Luiz Eduardo Crespo disse que os dados, atualizado, já chegam a R$ 200 milhões. Ele disse que qualquer recurso é muito importante, mas, para atender a todo o estado, R$ 30 milhões é pouco. 
Animais mortos em Campos devem chegar a seis mil no fim de janeiro Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

O Rio Rural Emergencial, um projeto especial para tentar minimizar os problemas nas regiões afetadas pela seca, contará com recursos do Banco Mundial. O dinheiro será aplicado em sistemas de nutrição para os rebanhos que sofrem com a falta de pasto e na perfuração de poços artesianos para uso coletivo. 

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O secretário enumerou o que deve ser feito para que mais produtores não percam seu sustento. “Precisamos limpar os canais, instalar bombas e abrir poços artesianos comunitários. De outubro até hoje a seca só aumenta. É uma questão de sobrevida”, ressaltou. Luiz Eduardo Crespo contou que vários incêndios espontâneos estão acontecendo na cidade. Ele afirmou ainda que todos os produtores rurais estão muito assustados com toda a situação.
De acordo com Crespo, de agosto a novembro de 2014, choveu apenas 40 milímetros, quando eram esperados 400. No mês de janeiro, a falta de chuva continua, o que agrava o problema. Segundo ele, nunca houve uma situação tão grave na região. “A estimativa de três mil cabeças de animais perdidas vai dobrar até o fim deste mês. Achávamos que o tempo ia melhorar, mas só piorou. O calor aumentou, e o vento seco prejudica a produção”, explicou.
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