Boi é vendido a ‘preço de banana’

Proprietários rurais fluminenses estão perdendo seu gado com a estiagem ou vendendo os animais a preços irrisórios

Por O Dia

Rio - Proprietários rurais fluminenses estão perdendo seu gado com a estiagem ou vendendo os animais a preços irrisórios. “O meu sogro vendeu por metade do preço suas 20 cabeças de gado para criação. Ele achou mais vantajoso vender do que perder o boi. Acabou tendo um prejuízo de R$ 4 mil”, contou o presidente da Associação de Moradores e de Lavradores da Fazenda Experimental de Italva, Nilton Fernandes, 48 anos.

Lançado em Italva na última segunda-feira, o programa Rio Rural Emergencial busca minimizar os efeitos da estiagem para 13 mil produtores rurais no Norte e Noroeste Fluminense e em algumas cidades da Região Serrana. Serão R$ 53 milhões em recursos do governo do estado e do Banco Mundial. Entre as ações, está prevista a abertura de poços artesianos coletivos.

"A situação não é fácil. Tem muito lugar aqui já faltando água para consumo humano. Então, a abertura de poços artesianos comunitários vai beneficiar famílias que estão próximas. O preço para abrir um poço é muito caro. O metro perfurado sai a R$ 300. Um poço de 50 metros está em torno de 15 mil. A gente sabe que se o governo não continuar investindo vai haver êxodo rural”, destacou Nilton.

Segundo ele, uma alternativa para que o produtor não pense na ideia de largar tudo é que tenha pelo menos irrigação em uma parte pequena de sua propriedade. “Aí ele vai saber que tem produção o ano todo, mas para isso precisamos da água”.

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