Servidores de Itaguaí fazem greve por aumento prometido

Prefeito desiste do reajuste de salários, aprovado pela Câmara

Por O Dia

Rio - A decisão do prefeito Luciano Mota (PSDB) de voltar atrás no prometido aumento dos servidores públicos de Itaguaí levou parte do funcionalismo a entrar em greve por tempo indeterminado. Nesta segunda-feira, cerca de 200 dos 9 mil servidores realizaram um protesto em frente à prefeitura.

Os manifestantes chegaram a invadir o órgão para tentar marcar uma reunião com o prefeito, que não estava no local. Eles foram atendidos pelo secretário de Administração, Fuad Sacramento Zamot, porém, não houve acordo e a greve foi mantida. Uma nova reunião está prevista para amanhã, quando servidores da educação também deverão aderir à paralisação, afetando a rotina das 60 creches e escolas, que ficarão sem aulas.

“Não tem dinheiro para reajustar os vencimentos defasados, mas tem para fazer Carnaval. Fizemos dívidas e compras contando com este aumento”, criticou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Trabalho e Previdência Social no Estado (Sindsprev), Emerson Oliveira. Agente de trânsito, ele teria o pagamento reajustado de R$ 908 para R$ 2.150.

Por nota, a prefeitura informou que o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos aprovado no ano passado pela Câmara de Vereadores e previsto para entrar em vigor a partir de primeiro de janeiro deste ano — causaria danos às contas públicas municipais e infringiria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O presidente da Câmara de Vereadores, Nisan Cezar (PSD), porém, garante que há dinheiro para a execução do plano. “Essa história que a prefeitura diz que não tem como pagar os salários com reajuste é pura balela. Ela pagou R$ 1,35 milhão para a Fundação Getúlio Vargas preparar o plano para, depois 45 dias, dizer que não tem como pagar?”, indagou.

Últimas de _legado_O Dia no Estado