Câmara de Angra rejeita processo de denúncia contra prefeita

Vereadores aprovam criação de comissão para avaliar o cenário econômico do município, diante de crise naval no país

Por O Dia

Angra dos Reis (RJ) - O processo de denúncia contra a prefeita Conceição Rabha (PT) e o vice-prefeito Leandro Silva foi rejeitado pela Câmara Municipal de Angra dos Reis, na sessão ordinária desta terça-feira (3), por sete votos a cinco.

O requerimento nº 033/2015, de autoria do presidente da Casa, vereador Marco Aurélio Vargas (PROS), também ganhou destaque. O parlamentar solicitou a criação de uma Comissão Temporária Especial para avaliação do desenvolvimento do cenário econômico municipal, que foi aprovada por unanimidade.

Vargas propôs um "pacto" para buscar o desenvolvimento do município, diante da crise no setor naval do país. "Na última semana, tivemos uma reunião com a diretoria do Estaleiro Brasfels com a preocupação de que a crise não atinja a nossa cidade. Foi-nos garantido que não haverá demissões no estaleiro", disse ele.

Na sexta-feira a discussão prossegue em uma reunião no Rio de Janeiro. Nesta quarta (4), Vargas está em Brasília para uma reunião no Ministério de Minas e Energia também para discutir com a Eletronuclear assuntos de interesse da cidade. "Enfim, é hora de nos unirmos para o bem de Angra dos Reis, em detrimento das nossas diferenças e isso se faz com trabalho, discussões e proposituras, enfim, com ação", ressaltou Vargas.

Prefeitura comenta decisão

Em nota, a Prefeitura de Angra dos Reis informou que respeita a decisão majoritária da Câmara Municipal a respeito de pedido de investigação de atos do Poder Executivo. "A administração municipal acredita na independência dos poderes e no seu papel fiscalizatório, mas vê nesta iniciativa da minoria dos vereadores uma tentativa de antecipar o calendário eleitoral e criar instabilidade administrativa ao governo".

Ainda segundo a nota, "com oportunismo político e irresponsabilidade, esse grupo de vereadores tratou de situações comuns a outras cidades e à conjuntura nacional como se fossem fatos locais, em busca de visibilidade para projetos políticos pessoais".

A prefeitura informou ainda que "trabalha com dedicação e responsabilidade e acredita no diálogo com todos. Mas acredita que ações políticas como esta não contribuem com a solução e o desenvolvimento da cidade, além de prejudicarem a vida econômica do município e representarem ameaça à população".

"O município dá transparência a todas as suas ações e está à disposição de todos os organismos de fiscalização e controle para esclarecer quaisquer fato determinado que diga respeito ao bom uso do dinheiro público", diz a nota.

Atraso em pagamento

O presidente da Câmara também comentou a situação dos funcionários da empresa terceirizada Gaviões da Cidade, que presta serviço ao Legislativo, que estão sem receber há três meses. Segundo ele, a Câmara não está em atrraso com o pagamento. O que existe é um impedimento legal.

"Como presidente desta instituição, tenho o dever de prestar este esclarecimento à população. A Câmara Municipal mantém com a empresa Gaviões da Cidade contrato para serviços como zeladoria e segurança. O vínculo dos trabalhadores é com a contratada. Para que a Câmara deposite a fatura à prestadora de serviço é necessário que a mesma preste conta do pagamento mensal e do FGTS dos trabalhadores, o que não vem acontecendo há muito tempo", explicou.

Outros assuntos como a questão da eleição para o Sindicato dos Metalúrgicos e a abertura da Escola do Balneário foram amplamente debatidas durante a sessão legislativa.

* Com informações da assessoria da Câmara de Vereadores de Angra dos Reis

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