Indústria química vai fechar fábrica em Belford Roxo, na Baixada Fluminense

Bayer desativa uma das três unidades do município e vai dispensar mais de 300 funcionários

Por O Dia

Rio - Motor da economia de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, a multinacional alemã Bayer anunciou que vai fechar uma das três unidades que mantém no município. Com o encerramento das atividades da MaterialScience, mais de 300 funcionários serão dispensados. A unidade desenvolve materiais inovadores, como matérias-primas para revestimentos

A Bayer informou que assumirá a responsabilidade pelos 320 colaboradores afetados. Entre as medidas, vai antecipar aposentadorias e transferir o maior número possível de trabalhadores para outras divisões, como CropScience (agronegócio) e HealthCare (saúde), também em Belford Roxo. Para outros colaboradores da MaterialScience, a Bayer diz que “está trabalhando em conjunto com o sindicato e a comissão de trabalhadores para buscar uma solução justa.

A MaterialScience%2C que produz matérias-primas para outras indústrias%2C será desativada. Outras duas unidades serão mantidas na cidade Alexandre Vieira / Arquivo Agência O Dia

O DIA não conseguiu contato com o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Belford Roxo (Sindiquímica). A prefeitura informou, por meio de nota, que “desconhece a informação a respeito da saída de umas das fábricas do grupo Bayer da cidade” e diz que ainda que aguarda um comunicado da empresa para qualquer esclarecimento. O prefeito Dennis Dauttmam (PC do B) deverá ter uma reunião hoje com representantes da empresa para discutir a desativação da fábrica. Procurado, o secretário de Desenvolvimento Econômico do estado, Marco Capute, não comentou o assunto.

As atividades de produção da MaterialScience deverão ser encerradas em julho deste ano, e o processo de fechamento será concluído em 2017. Em nota, o grupo informou que “mantém seu compromisso com Belford Roxo” e continuará a operar as linhas de produção da Bayer CropScience e Bayer HealthCare, além de manter os serviços destinados às outras companhias localizadas em seu parque industrial.

De acordo com a Bayer, a decisão “segue uma estratégia global de concentrar suas unidades de produção e otimizá-las de forma mais competitiva”. No futuro, os investimentos do grupo no Brasil serão focados nas divisões CropScience e HealthCare. “A Bayer contribui para a prosperidade da comunidade e continuará a investir em programas sociais”, garantiu, em nota.

Parque gera mais de 2 mil empregos

Desde 1958 em Belford Roxo, a Bayer é hoje uma das maiores empresas em operação na Baixada Fluminense. Seu parque industrial gera mais de 2,3 mil empregos diretos e indiretos (900 deles somentte nas unidades da Bayer), sendo boa parte de moradores da região.

O complexo, que ocupa uma área de 2 milhões de metros quadrados, foi inaugurado pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek e representa a maior unidade do grupo na América Latina. No local, o grupo fabrica matérias-primas para produtos como colchões, geladeiras, calçados, automóveis, CDs, tintas e outros. Também produz algumas linhas de saúde animal e diversos defensivos agrícolas.

Além das unidades de produção da Bayer, o parque industrial abriga empresas como Haztec Tribel (tratamento e gerenciamento de resíduos industriais); Haztec Geoplan (soluções para abastecimento de água): Air Liquide (fornecedora de gases industriais) e Mauser e Graham, fabricantes de embalagens plásticas.

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