Por rosayne.macedo

Angra dos Reis (RJ) -  Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) estão calculando o valor da multa que será aplicada à Transpetro por causa do vazamento de 560 litros de óleo cru. O vazamento ocorreu nesta segunda-feira, às 5h,  nas proximidades do píer do Terminal Marítimo Maximiliano da Fonseca (Tebig), operado pela companhia.

O Serviço de Operações de Emergência (Sopea) e a Superintendência Regional Baía da Ilha Grande do Inea estão acompanhando as ações de contenção e recolhimento. As equipes de emergência da Transpetro mobilizaram 18 embarcações próprias e quatro alugadas, 1560 metros de barreiras de contenção e 1900 metros de barreiras absorventes e dois recolhedores de óleo (skimmers). A previsão é a de que o trabalho continue durante toda a noite. Nesta terça-feira (17), o Inea vai continuar supervisionando o trabalho de recolhimento do óleo e limpeza dos locais atingidos.

O acidente, que formou duas manchas, aconteceu durante uma operação de transferência de óleo entre duas embarcações atracadas no píer, o Gothenburg, que trazia o óleo de uma plataforma de Macaé, e o Buena Suerte, que levaria o produto para o exterior. Um dos tanques de lastro do Gothenburg estava contaminado com óleo, que vazou ao ser enchido de água para compensar a retirada do óleo.

De acordo com a Secretaria Estadual do Ambiente, dois sobrevoos foram feitos ao longo do dia pelo Inea para acompanhar o trajeto da lâmina de óleo, que alcançou o costão rochoso próximo ao terminal. O navio foi vistoriado e, embora seja necessário aguardar o esvaziamento e limpeza dos tanques, as primeiras hipóteses indicam que o óleo dos tanques de carga pode ter vazado para o tanque de lastro.

* Com informações da Secretaria de Estado do Ambiente.

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