Feira de petróleo em Macaé dribla a crise

Brasil Offshore, que acontece em junho, já tem 90% dos estandes vendidos. Negócios devem crescer até 10%

Por O Dia

Rio - Apesar da crise do petróleo que atinge os municípios fluminenses, principalmente no Norte Fluminense, com a redução no repasse dos royalties e a queda do preço do barril, Macaé espera receber o maior contingente de pessoas para a terceira maior feira do setor no mundo, a Brasil Offshore 2015. Cerca de 90% dos estandes já estão fechados para a oitava edição do evento, que vai reunir, entre os dias 23 e 26 de junho, no Centro de Exposições de Macaé, aproximadamente 800 expositores, 30 palestrantes e mais de dois mil congressistas em conferências ligadas ao setor de petróleo e gás.

Prefeito de Macaé%2C Dr. Aluizio apresenta a nova edição a empresáriosDaniel Castelo Branco / Agência O Dia

De acordo com os organizadores, a procura das empresas não reduziu, apesar das incertezas no setor, e a venda nesta edição superou em 15% o número do mesmo período da anterior, em 2013. São esperados 53 mil visitantes, representantes de 38 países, como Estados Unidos, China, Coréia do Sul, França, Alemanha e muitos outros. A estimativa é de que mais de R$ 1 bilhão sejam negociados durante os quatro dias, um crescimento entre 7% a 10% com relação à anterior. A expectativa é que sejam gerados 18 mil empregos diretos e indiretos.

O evento, realizado dois em dois anos, fica atrás em tamanho apenas da Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, nos Estados Unidos, e da Rio Oil & Gas, que acontece na capital. Ontem, 70 representantes de empresas que compraram estandes ou buscavam mais informações foram ao lançamento e à apresentação da feira, no Hotel Sheraton, em Macaé.

Igor Tavares, diretor de Óleo e Gás da Reed Exhibitions Alcantara Machado, que organiza o evento, disse que houve algumas desistências por parte de empresas pegas na Operação Lava Jato, mas muitas outras entraram. “O curioso é que no momento de dificuldade a relevância da feira aumenta. A gente está com uma adesão maior no pré-credenciamento de visitante e expositores. Algumas empresas veem esse período com uma chance quase única para realizar negócios. Percebem que este é o momento em que precisam investir e sabem onde fazer”, disse.

Para o prefeito Aluizio dos Santos Júnior, o Dr. Aluízio (PV), serão discutidos não só mercado, mas uma nova política de petróleo para o país: “Consequentemente, as pessoas vão trazer especulações, propostas e dali sairão soluções para o enfretamento desse cenário ruim”. A prefeitura investiu cerca de R$ 15 milhões na infraestrutura da feira, incluindo a reforma completa do pavilhão de 45 mil m². Valor muito maior que o de dois anos atrás, quando ficou em torno de R$ 500 mil.


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