Novas fazendas marinhas serão criadas em Ilha Grande

Com os novos espaços, número subirá para 13

Por O Dia

Rio - O setor de maricultura Angra dos Reis, na Região da Costa Verde, está em expansão. Na última sexta-feira, dia 20, o subsecretário de Pesca, Ronaldo Viana, e o gerente de Maricultura, Marcelo Lacerda, foram à Ilha Grande tratar da implantação de mais duas fazendas marinhas para a criação de vieiras (conhecidas como coquilles Saint-Jacques). A prefeitura lançou neste mês um edital de chamamento público para interessados em administrar as novas fazendas. Elas ficarão na Praia Vermelha e no Bananal, e os maricultores devem ser moradores das localidades, ambas na Ilha Grande.

Com os novos espaços, subirá para 13 o número de fazendas marinhas fomentadas pela prefeitura de Angra no município. A secretaria de Pesca colabora com a assistência técnica, doação de sementes e cessão de materiais, como lanternas, boias e cabos. Cada uma das novas fazendas marinhas irá receber 50 mil sementes. A expectativa é que juntas as duas produzam aproximadamente 10 toneladas ao ano quando estiverem em franco funcionamento.

"Temos um grande mercado consumidor em um setor que ainda tem muito para crescer. Quem levar a sério a maricultura vai ganhar dinheiro", afirmou Marcelo Lacerda para o grupo de moradores.

A produção de vieiras, que em 2013 havia sido de 21 toneladas, saltou para 31,5 toneladas no ano passado, um crescimento impressionante, de cerca de 50%. Com o resultado, Angra consolida sua posição de destaque no cenário nacional. O estado do Rio é o maior produtor de maricultura do Brasil, e Angra é o município que lidera a produção estadual e nacional. 

"A nossa ideia é fazer com que o produtor fique autossustentável, para que dentro de algum tempo não dependa mais da prefeitura para receber sementes. Para isso, é preciso dar treinamento e suporte. Isso não era viabilizado antigamente. A prefeitura implantava muitas fazendas, dava o material, mas não dava o suporte", afirma Ronaldo.

A Praia Vermelha e o Bananal foram os lugares escolhidos para as novas unidades devido à boa qualidade da água e por ainda não terem fazendas marinhas apoiadas pela prefeitura. O resultado do chamamento público, com os nomes dos contemplados, sai em abril. A expectativa da secretaria de Pesca é que as novas fazendas entrem em atividade no fim do primeiro semestre, o que depende do licenciamento ambiental do Inea. 

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