Garis de Japeri fazem protesto contra salários atrasados

Prefeito recebe manifestantes e garante que rescindirá contrato com empresa, caso denúncias sejam comprovadas

Por O Dia

Japeri (RJ) - Garis contratados pela empresa Facility, responsável pelo recolhimento de lixo de Japeri, na Baixada Fluminense, fizeram uma manifestação nesta quarta-feira (1), em frente à sede da prefeitura. Eles reclamavam dos salários atrasados, condições precárias de trabalho, falta de pagamento de auxílio transporte, adicional noturno, insalubridade, FGTS, maus tratos, diminuição do valor do tíquete alimentação de R$ 13 para R$ 10 sem prévia comunicação.

O prefeito Ivaldo Barbosa, o Timor (PSD), recebeu um grupo de representantes dos manifestantes e afirmou que abrirá um processo administrativo junto à Procuradoria. Se as denúncias forem comprovadas, ele pretende rescindir o contrato com a empresa e abrir nova licitação. Timor salientou que repassa em dia as verbas para todos os prestadores de serviço. No caso da Facility, eles trabalham para Japeri desde meados de novembro de 2014. A capina e varrição da cidade estão a cargo da empresa Fox Ambiental.

“Me incomoda particularmente o que a empresa está fazendo com seus funcionários, que não cumpra os contratos e nem respeite seus funcionários. Espero que a cidade não seja sacrificada por esse problema e darei resposta a essa questão”, disse Timor, durante o encontro com os cerca de 40 coletores de lixo. Ele colocou a procuradoria à disposição do grupo caso a empresa promova alguma retaliação. O procurador Humberto Mota e o secretário de Governo, Cláudio Vieira, participaram da reunião.

A Facility dispõe de cinco caminhões contratados e um veículo reserva, em cada um estão o motorista e quatro garis. Um encarregado geral coordena o grupo. Eles recolhem mensalmente 1,3 milhão de toneladas de lixo e há rotas programadas para atender a todo o município, mas onde não há condições de transitar, são instaladas caçambas em pontos estratégicos, que depois são recolhidas por caminhão poliguindaste. O lixo segue para o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) em Adrianópolis, em Nova Iguaçu.

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