Hospital de Itaboraí terá atendimento diferenciado aos autistas

Profissionais da unidade municipal são capacitados para oferecer acolhimento humanizado e atendimento prioritário aos autistas

Por O Dia

Itaboraí (RJ) - O Hospital Municipal Desembargador Leal Junior, em Itaboraí, será a primeira unidade do Estado a contar com atendimento de urgência e emergência voltado para pacientes autistas. Durante o mês de março, médicos, enfermeiros, e demais funcionários, passaram por treinamento para melhorar o diagnóstico e ambientação dos pacientes. Nesta quinta-feira (2), Dia Mundial da Conscientização do Autismo, profissionais do hospital estarão de azul em homenagem à data.

O novo protocolo de atendimento, organizado pelo Instituto Nacional de Assistência à Saúde e à Educação (Inase), organização social que administra o hospital, decorre de um acordo de cooperação técnica com o Instituto Priorit, entidade de referência nacional no tratamento de autistas. Colaboradores receberam instruções e vivenciaram situações para como lidar com autistas e minimizar condições que possam desencadear uma crise no paciente.

Os treinamentos serão periódicos e a unidade receberá ainda campanhas relacionadas ao autismo, através de banners e distribuição de cartilhas. De acordo com o diretor de Projetos do INASE, José Carlos Pitangueira Filho, a iniciativa se faz necessária por conta da falta de informações sobre o transtorno.

“Os profissionais de Itaboraí foram treinados para lidar com um paciente autista no setor de urgência e emergência. São pessoas que sofrem de hipersensibilidades sonora e visual, não toleram locais superlotados, entre outras particularidades de uma emergência convencional, então é realmente necessário um atendimento prioritário e diferenciado. Itaboraí contará com um espaço específico, onde o autista terá a prioridade no atendimento”, explica Pitangueira, que é pai de uma menina autista.

O diagnóstico precoce e o tratamento multidisciplinar permitem ao autista um melhor desenvolvimento e minimizam as dificuldades enfrentadas ao longo da vida. O ideal é que o transtorno seja identificado até os 3 anos de idade. “Crianças que apresentam dificuldade ou atraso na fala, que não brincam ou interagem, que não olham nos olhos, merecem atenção especial, pois apresentam alguns dos sinais precoces que podem caracterizar autismo. Os pais devem estar atentos e, em caso de suspeita, procurar um médico especializado”, orienta Dr. Caio Abujadi.

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