Por vinicius.amparo

Rio - A obra da nova subida da Serra de Petrópolis, na Região Serrana, que já dura dois anos, foi interrompida mais uma vez nesta segunda-feira (27) - a primeira foi em julho do ano passado. O motivo é o início da greve, estabelecida também nesta segunda, após assembleia realizada no local. Os quase 900 operários que trabalham na obra cruzaram os braços por tempo indeterminado.

Segundo o sindicato da categoria, o Siticomm, a classe reivindica 10% de reajuste salarial e mais R$ 100 no vale-alimentação. Os trabalhadores recebem atualmente R$ 300. Ainda de acordo com o sindicato, a proposta de  7,3% de reajuste salarial, no vale-alimentação e na PLR (Participação nos Lucros e Resultados) oferecida pela CNSS (Consórcio Nova Subida da Serra), não agradou aos trabalhadores.

De acordo com o diretor sindical José Ailto de Queiroz, no ano passado aconteceu uma paralisação nessa mesma época e a classe conseguiu 10% de reajuste salarial e R$ 70 a mais no vale-alimentação, que era de R$ 230. Para ele, não irá acontecer acordo e o caso pode parar na Justiça do Trabalho.

"Eu acho que a empresa não vai querer acordo maior que o que já ofereceram. Alguns colegas conversaram com a gente e parece que a empresa vai levar a greve para o Tribunal. Vamos aguardar porque a gente está preparado para a briga, temos todos os documentos em dia", disse. Uma nova assembleia para tratar dos rumos da greve foi marcada para a próxima quinta-feira (29).

Por meio de nota, a CNSS informou que o sindicato patronal ofereceu 7,13% de reajuste aos trabalhadores, que não concordaram com a proposta. Segundo a empresa, mesmo com a recusa, as negociações prosseguem.

Reportagem de Vinícius Amparo

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