Por vinicius.amparo

Rio - Volta Redonda, na Região Sul Fluminense, está em situação de alerta por conta da dengue. Os dados levantados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através do setor de Epidemiologia, apontam 1.929 notificações da doença, com 403 casos positivos. Números preocupantes, em função do aumento constante dos casos notificados e confirmados nas últimas três semanas.

“Estamos aguardando os números desta semana para definição das novas ações para o enfrentamento da doença no município”, avaliou a secretária municipal de Saúde, Marta Magalhães, ressaltando a necessidade emergente da adesão da população a campanha dos 10 minutos contra dengue. “O trabalho do poder público precisa ser reforçado pela comunidade, uma vez que a maioria dos criadouros do mosquito encontra-se dentro das residências”, completou.

Ela reforça ainda que aos primeiros sintomas da dengue as pessoas devem procurar atendimento médico. “Todas as nossas unidades, tanto da atenção básica como de urgência e emergência estão preparadas para essa assistência”, informou. Febre, geralmente alta (39º a 40º); dor de cabeça; desânimo; dor no corpo, nas juntas, atrás dos olhos, diarreia, enjoo, vômitos, perda de apetite e manchas avermelhadas no corpo são alguns dos sintomas que devem ser observados.

LIRAa - O resultado do último LIRAa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti), realizado em Volta Redonda entre os dias 16 a 21 de março, revelou grau de infestação de 2,6%, percentual considerado de médio risco, acima do estipulado pelo Ministério da Saúde, que é de 1%.

De acordo com dados do LIRAa, 35% dos criadouros do Aedes aegypti foram detectados em pratos e vasos de plantas, além de bebedouros de animais, encontrados dentro de residências. Ainda no interior dos imóveis, a amostragem revela que 20% dos focos do mosquito foram localizados em depósitos fixos, como calhas, ralos e sanitários em desusos. Lixos, materiais recicláveis e resíduos sólidos, são responsáveis por 14,7%, dos criadouros do mosquito e os depósitos de água como latões, caixas para armazenamentos, surgem com 10,7% dos criadouros do Aedes aegypti. A amostragem chama atenção para outro fator preocupante: pelo menos em dois estratos do LIRAa – de número 10 e 5 – a pesquisa aponta localidades da cidade onde os percentuais de infestação estão bem altos chegando a 8,5% e 8,1%, respectivamente.

As localidades referentes ao estrato 10 são: Eucaliptal, Conforto, Minerlândia, São Lucas, São Cristovão, São Carlos, Jardim Europa e Santa Inês. O estrato 5, se refere aos seguintes bairros: Vila Mury, Retiro, Niterói, Aero Clube, San Remo, Jardim Veneza, Barreira Cravo, Ilha Parque, Parque das Ilhas, Eldorado, Mirante do Vale, Limoeiro e Jardim Primavera, onde a Vigilância Ambiental vem realizando ações continuas de controle do mosquito.

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