Por lucas.freitas

Fiscais da Secretaria de Meio Ambiente de São Gonçalo estiveram na manhã desta terça-feira (5), em duas empresas localizadas próximas ao Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), no Anaia Pequeno: a Mineração Estrela e a Transformer Ambiental Recuperação de Materiais. Nos locais foram encontradas diversas infrações na legislação ambiental.

A Transformer Ambiental Recuperação de Materiais foi interditada devido ao alto índice de material corrosivo encontrado no terreno. Na empresa, que é responsável por receber todo o resíduo da construção civil da cidade de Niterói, foram encontrados materiais corrosivos e prejudiciais ao meio ambiente. Além destas irregularidades, os fiscais ainda encontraram na mata, próximo ao local, um acesso para caminhões aonde, segundo o Coordenador de Fiscalização e Licenciamento da pasta, João Arthur, foi criado um depósito irregular de lixo. Em 2012, a Coordenadoria de Combate aos Crimes Ambientais junto ao Batalhão Florestal da Polícia Militar, encontraram os mesmos problemas na região

"Nesta quarta-feira (06), a Secretaria retornará para proibir qualquer atividade no local, que não estava sendo usado em sua função primária. Foram encontrados resíduos oleosos em uma área de aproximadamente 20 mil metros quadrados como depósito de lixo irregular. Qualquer caminhão que for pego realizando algum serviço com a empresa interditada, será multado em aproximadamente R$20 mil", afirmou o coordenador.

Empresas de São Gonçalo são multadas por infrações ambientaisJulio Diniz

Já a empresa Mineração Estrelas foi notificada para corrigir as irregularidades em 15 dias, caso contrário, também será interditada pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), que lhe concedeu a licença. O prazo poderá ser prorrogado por 60 dias, entretanto, se no final deste período não cumprir as exigências, poderá ter as licenças de operações cassadas.

A fiscalização foi fruto de ação do Ministério Público, após denúncias. As duas empresas têm licença do Inea para atuar na região, porém precisavam cumprir alguns condicionamentos, o que não ocorreu. Na Estrela, os fiscais constataram queimadas ao ar livre; sistema de drenagem fora das condições adequadas (caneletas assoreadas, facilitando a contaminação do solo por óleo); acondicionamento de óleos e material contaminante sendo feito de forma inadequada (em local aberto, quando deveriam estar em recinto fechado) e ambientes próprios à proliferação do mosquito aedes aegypti.

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