Por lucas.freitas

Nova Iguaçu tem cadastrados atualmente 33.945 microempreendedores individuais e microempresários nos setores do comércio e serviço. Juntos, eles representam 99,3% da atividade produtiva da cidade, contra os 0,7% restante formados por 238 médias e grandes empresas. Embora seja o segundo gerador de riqueza da Baixada Fluminense, perdendo apenas para Duque de Caxias, a cidade ocupa somente a 81ª posição entre as 92 do estado que fomentam pequenas e médias empresas.

Sem esconder o seu descontentamento com os números, o prefeito Nelson Bornier anunciou nesta terça-feira (5) que o seu governo não vai medir esforços para colocar Nova Iguaçu no ranking das cidades mais empreendedoras do Estado do Rio de Janeiro. Ele se reuniu pela manhã, no Espaço do Empreendedor Severino Rodrigues Assis, com representantes da Junta Comercial, do Sebrae e os 14 membros do Comitê Gestor Municipal que vão consolidar a implantação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.

A ideia, segundo ele, é transformar a cidade no paraíso da micro e pequena empresa, através de regulamentação de legislação própria, incentivos tributários e fiscais, das compras governamentais, do desenvolvimento e qualificação dos empreendedores.

Segundo Bornier, Nova Iguaçu, “pela sua potencialidade” tem que se posicionar como uma cidade atraente para grandes e pequenos empreendedores, e que para isso precisa estar preparada para atender aos anseios da classe empresarial em todos os sentidos.

“O trabalho tem que começar já, agora, imediatamente”, disse, lembrando o atual momento de crise econômica que assola o país, afetando todos os setores empresariais e também os repasses de recursos estaduais e federais para os municípios. “Nova Iguaçu terá de oferecer instrumentos e informações capazes de atrair novos empreendedores que queiram se estabelecer, gerar emprego, renda e riqueza”, concluiu.

O secretário municipal de Economia e Finanças, Luiz Carlos Mayhé, explicou que, com a adesão à Lei Geral, a prefeitura passa também a fazer parte do Sistema de Regime Integrado (Regin), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, que funciona em parceria com a Junta Comercial.

Regin é um sistema virtual, que elimina o uso do papel e a burocracia ao conceder o alvará eletrônico. Ele integra os dados de todos os órgãos municipais, estaduais e federais envolvidos na abertura de uma nova empresa, simplificando e agilizando sua legalização, o que pode acontecer entre sete e dez dias. Antes, o mesmo processo poderia durar meses.

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