Por nicolas.satriano

Rio - Em pelo menos 10 municípios do Estado do Rio, a crise financeira é sinônimo de menos trabalho para servidores públicos, ou, pelo menos, uma jornada mais enxuta, sem qualquer prejuízo nos salários.

A redução no expediente foi a solução encontrada pelas prefeituras para enfrentar as perdas em seus orçamentos, causadas, principalmente, pela queda nos repasses de royalties e participações especiais do petróleo e também do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Em Teresópolis%2C funcionamento na sede da prefeitura e outras repartições foi reduzido para 12 às 18 horas Reprodução

Depois de Itaperuna, São Fidélis, Italva, Bom Jesus do Itabapoana, Casimiro de Abreu, Quissamã, Carapebus, Resende e Teresópolis, na última segunda-feira foi a vez de Iguaba Grande, na Região dos Lagos, aderir à medida. Os funcionários da prefeitura passaram a trabalhar das 13h às 17h30, de segunda a sexta, sem intervalo de almoço. Com a redução da jornada em duas ou três horas diárias, os municípios alegam que vão diminuir despesas como energia elétrica, água, telefonia, internet e combustível, além de evitar demissões. Em algumas cidades, houve corte de vale alimentação dos servidores, que não precisam mais trabalhar o dia inteiro.

Assim como em outras cidades, a Prefeitura de Iguaba Grande garante que a medida, válida por 60 dias, não atinge serviços essenciais e de emergência, como escolas e creches, unidades de saúde, coleta de lixo e Guarda Municipal. Com a redução da carga horária, o município também diminuiu em 20% o subsídio dos subsecretários e subprocuradores, assim como na remuneração de todos os cargos comissionados e a gratificação de função.

“As medidas apresentadas visam melhor adequação à realidade econômico-financeira do município de Iguaba Grande, sem prejuízo de prestação de serviços de natureza essencial perante a coletividade”, justificou a prefeitura, em nota, sem explicar quais foram as perdas no orçamento e quanto pretende economizar com estas ações.

Em Casimiro de Abreu, com exceção da Decretaria de Agricultura (que passou a funcionar das 6 às 11 horas), os servidores só trabalham das 12h às 17 horas. A prefeitura também demitiu mais de 600 servidores contratados ou comissionados. Ainda no Norte Fluminense, Carapebus e Quissamã reduziram os salários dos cargos comissionados em 10% e cortaram o vale alimentação.

Em Teresópolis, na Região Serrana, desde o último dia 4, o expediente na prefeitura, que antes começava às 9h, agora é das 12h às 18h. A meta é reduzir em 20% os gastos municipais. No Noroeste Fluminense, as prefeituras de São José de Ubá, Miracema e Cardoso Moreira também teriam reduzido a jornada dos servidores, mas O DIA não conseguiu confirmar.

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