Nilópolis reduz salário de prefeito e Macaé corta 37 secretarias

Medidas enxugam despesas diante de crise

Por O Dia

Rio - Mais um município do estado anuncia medidas para enxugar seu orçamento diante da crise econômica. O prefeito de Nilópolis, Alessandro Calazans, decretou a redução do próprio salário em 15% e dos salários de vice-prefeito, secretários municipais e demais assessores e cargos em comissão e funções gratificadas em 10% a partir do mês de julho. A medida, de acordo com a prefeitura, visa evitar demissões de servidores e que nenhum deles receba menos que um salário mínimo.

Em Macaé, a Câmara de Vereadores aprovou ontem o projeto de reforma administrativa que reduz de 62 para 25 o número de secretarias municipais. O projeto prevê uma economia anual de R$ 34 milhões. “A reforma traz ganhos significativos como valorização do servidor, eficiência na administração, preservação dos empregos e corte dos supersalários”, afirmou o prefeito Aluízio dos Santos Júnior, o Dr. Aluízio (PMDB).

Ao reduzir em 20% os subsídios pagos ao prefeito e vice-prefeito, o projeto de lei estabelece novo teto de R$ 17 mil para os vencimentos dos servidores. A proposta recebeu cerca de 30 emendas, das quais quatro foram aprovadas pela Câmara, em sessão que durou quase oito horas.

Economia de R$ 200 mil em Nilópolis

Em Nilópolis, o decreto é temporário e vai vigorar até 1º de dezembro. A redução vai gerar uma economia de R$ 200 mil por mês e também pretende adequar as contas públicas ao que determina a Lei de Responsabilidade Fiscal, que institui teto de 54% de gastos da prefeitura com a folha salarial.

“A preservação dos empregos é nossa meta prioritária. Outros municípios optaram de imediato por demissões. Já são 60 cidades no Estado do Rio com sinais de crise”, disse Calazans, que garante receber o menor salário entre os prefeitos da Baixada Fluminense e um dos menores do estado.

Com o desconto de 15%, ele passa a receber R$ 2.100 a menos. Nos últimos seis meses, o repasse do FPM para Nilópolis teve queda de 20% e os royalties do petróleo foram reduzidos em 40% com a crise do petróleo.

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