Falta de verba para Carnaval fora de época fecha a Câmara de Campos

Evento foi cancelado pela prefeitura devido aos cortes de verbas dos royalties de petróleo

Por O Dia

Rio -  O enredo do samba do tradicional Carnaval fora de época de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, pode estar longe de chegar a um desfecho feliz neste ano. Quase um mês após a Campos Folia ter sido cancelada pela prefeitura devido aos cortes de verbas dos royalties de petróleo, os representantes das principais escolas de samba fizeram uma manifestação ontem em frente à Câmara de Vereadores do município.

Cerca de 150 pessoas estiveram no protesto, que começou por volta das 15h e contou até com bateria de escola de samba. A Câmara chegou a fechar as portas, porém, no fim da tarde, uma comissão composta de seis dirigentes carnavalescos foi recebida para uma reunião com o presidente da Casa, Edson Batista.

Conforme O DIA publicou no mês passado, presidentes das escolas afirmaram que não estavam conseguindo pagar funcionários por conta do desfalque. Presente ao protesto, o presidente da Madureira do Turf, Ezio Velasco, afirmou que a agremiação está tendo que se desdobrar para pagar as dívidas. “Estamos correndo atrás de fazer eventos na quadra e até festa de casamento com a bateria. Mas ainda temos cerca de 40 mil em dívidas, um valor muito grande”, afirmou.

O presidente da Câmara, disse que os dirigentes das agremiações reclamaram que haviam comprometido parte da receita, e terão 24 horas para apresentar um comprovante de gastos para que haja um pagamento das dívidas que contraíram com o cancelamento do desfile, incialmente previsto para abril.

“Estamos buscando uma fórmula. Porém, minha avaliação é que hoje não tem a mínima condição de o Carnaval acontecer. Toda a sociedade está fazendo ajustes, corte de gastos, por conta dessa crise que afeta não só a cidade, mas toda a região”, afirmou o vereador. Segundo ele, a possibilidade de o desfile acontecer seria caso a prefeitura consiga captar no mercado financeiro a ‘venda de ativos’ com a antecipação dos royalties do petróleo, projeto aprovada semana passada pela Câmara, como O DIA publicou. Procurada, a prefeitura não se manifestou até o fechamento desta edição.

Reportagem de Lucas Gayoso

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