Transpetro suspeita que vazamento foi causado por furto em oleoduto

Derramamento de óleo ocorreu na divisa entre Itaguaí e Mangaratiba

Por O Dia

Rio - Um novo vazamento de óleo —o segundo proveniente da Transpetro (subsidiária da Petrobras) em três meses — voltou a ameaçar o ecossistema da Costa Verde. Desta vez, o derramamento ocorreu na divisa entre Itaguaí e Mangaratiba. O óleo escorreu na manhã de sexta-feira pelo Rio Itinguçu e chegou à Praia de Coroa Grande e à Ilha de Itacuruçá, ameaçando a vida marinha e os pescadores na Baía de Sepetiba.

Segundo cálculos preliminares da Transpetro, aproximadamente 600 litros de petróleo vazaram do Orbig, oleoduto que liga os terminais de Angra dos Reis e Campos Elísios, em Duque de Caxias. “A maior parte desse volume atingiu um córrego próximo, sendo que apenas cerca de 50 litros chegaram ao mar”, informou a empresa, que atribuiu o incidente à “suspeita de violação e tentativa de furto no oleoduto”. O vazamento já foi contido, segundo a empresa.

Técnico da Transpetro tenta conter o óleo que vazou pelo Rio ItinguçuDivulgação

A Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura de Itaguaí notificou a Transpetro, determinando que a empresa tome todas as medidas de contenção e despoluição. “O impacto é desastroso. O mangue foi atingido, o óleo já está nas ilhas, e não é a primeira vez”, disse o secretário Hamilton Medeiros. Ele lembrou que no dia 16 de março aconteceu outro vazamento em Angra dos Reis, no Terminal da Baía da Ilha Grande, também da Transpetro, e foi até motivo de uma audiência pública no município no dia 29 de maio.

Morador da localidade e Agente de Fiscalização Ambiental, Edson Alves da Silva disse que o cheiro do vazamento começou por volta de 1h da manhã. “De manhã cedo, não tinha ninguém aqui. Ao chegar em casa, o produto já tinha descido do duto para o rio. Vazou muito óleo e ele atingiu todo o mangue. Realmente, um grande impacto à natureza e aos pescadores”.

As fortes chuvas na tarde de ontem prejudicaram o trabalho das equipes de contingência da Transpetro, que estão trabalhando para recolher o óleo cru e minimizar os impactos ao meio ambiente, com auxílio de dois caminhões-vácuo, um caminhão-baú, dois tanques de recolhimento, um helicóptero e duas lanchas, quatro táxis-boat. Foram montados 800 metros de barreira absorvente e 30 metros de barreira de contenção. Segundo a empresa, as autoridades ambientais foram informadas assim que o incidente foi detectado.

Últimas de _legado_O Dia no Estado