Flip põe em pauta a crise no mercado editorial brasileiro

Escritores ‘bancam’ suas próprias obras

Por O Dia

Rio - Com o aperto do funil no mercado editorial – editoras reduzem lançamentos, por conta de política recessiva do governo federal e também em função da diminuição gritante de vendas em livrarias – cada vez mais autores usam recursos próprios para imprimirem e divulgarem seus livros. O tema foi bem debatido nesta sexta-feira, em mesa redonda que a Off Flip das Letras promoveu.

O encontro reuniu a escritora Vanessa Bosso, o editor Raphael Secchin, a jornalista (ex-editora do caderno literário “Ideias”, no extinto Jornal do Brasil) e professora Cristiane Costa e o curador do evento, Ovídio Poli Junior. Aconteceu na Casa Off Flip das Letras, e os convidados falaram sobre as novas perspectivas abertas a escritores que estiveram à margem do mercado editorial e preferem começar com a autopublicação digital.

Mesa com o historiador Bóris Fausto (D) abriu os trabalhos nesta sexta-feiraDivulgação

Possivelmente o dia mais quente da programação em variedade de temas e bagagem dos palestrantes ofereceu ao público da Flip debates e conversas de bom e equilibrado nível. A primeira mesa do dia exibiu o brilhantismo e conhecimento superior do historiador paulista e agora também ficcionista Boris Fausto. O professor fez um belo passeio pela histórica social do país, comentando a trajetória política do governo Vargas aos dias atuais. Os demais encontros, alguns aplaudidos de pé, reuniram, entre outros, o economista brasileiro Eduardo Giannetti, o romancista queniano Ngugi wa Thiongo e o australiano Richard Flanagan, discutindo bárbarie, neocolonialismo, identidade nacional e literatura em ‘Escrever ao sul’.


Reportagem de Luís Pimentel, especial para O DIA

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