Prefeitos da Baixada se reúnem para tentar superar a queda de arrecadação

Cinco políticos se uniram para enfrentar a crise

Por O Dia

Rio - Unidos por um objetivo: superar a crise econômica nacional, que atingiu em cheio os municípios da Baixada. Com a queda nos royalties do petróleo e nos repasses federais e estaduais, os prefeitos da região enxugaram as despesas. Agora, reivindicam aumento imediato do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), de 1% para 2%, e a suspensão dos repasses para a Previdência por 24 meses.

Os prefeitos Dennis Dauttmam (Belford Roxo)%2C Alessandro Calazans (Nilópolis)%2C Nelson Bornier (Nova Iguaçu)%2C Sandro Matos (São João de Meriti) e Max Lemos (Queimados)Alexandre Vieira / Agência O Dia

Em encontro promovido pelo DIA, cinco representantes de algumas das principais cidades da Baixada selaram a aliança: Alessandro Calazans (PMDB), de Nilópolis; Dennis Dauttmam (PC do B), de Belford Roxo; Nelson Bornier (PMDB), de Nova Iguaçu; Max Lemos (PMDB), de Queimados; e Sandro Matos (PDT), de São João de Meriti.

Clique na imagem para ver o gráfico completoAgência O Dia

Um dos mais afetados pela crise é São João de Meriti. Cortes no fim do ano passado não conseguiram equilibrar as finanças. Na ocasião, foram demitidos 30% dos ocupantes de cargos comissionados e extintas 11 secretarias. Agora, serão dispensados este mês mais mil comissionados. Os que ficarem terão os salários reduzidos em até 30%. Somente quem recebe até R$ 1.050 manterá o mesmo salário.

Sandro está pessimista. “Só vai piorar. Fui a Brasília pedir ajuda achando que tinha luz no fim do túnel. Vi que tinha um trem em cima de mim”, brincou sobre o encontro com o vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Um dos serviços afetados é a coleta de lixo. “Passa um caminhão a cada 15, 20 dias e olhe lá. Fica tudo acumulado”, diz o autônomo Edeilton Moraes, de 26 anos, morador do Jardim Meriti.

Em Nilópolis, Alessandro Calazans cortor 10% de seu salário e 15% dos dos servidores, mas acha que não fará diferença. “Só estou com os salários em dia porque 35% das minhas despesas fixas não foram pagas. Não tenho R$ 1 para emergência. Se a coisa continuar assim, terei que exonerar pelo menos 200 servidores”, revelou.

Em Belford Roxo, Dennis Dauttmam unificou as secretarias de Esportes e Educação, mas não descarta demissões. Na semana passada, criou, porém, a Fundação de Gestão e Desenvolvimento Institucional, presidida pela ex-deputada Andreia Zito.

Segundo Dauttmam, “o órgão possibilitará a obtenção de recursos com mais agilidade e menos burocracia”. A medida foi criticada por ‘companheiros’ de governo, como a secretária de Assistência Social, Sula do Carmo. “É lamentável. A cidade passa por sérios problemas, e ele gasta mais com cargos em vez de solucionar os problemas”, publicou Sula em suas redes sociais.

Últimas de _legado_O Dia no Estado