Baixada Fluminense terá novo hospital

Obra abandonada há 25 anos será retomada em Queimados para atender cardíacos

Por O Dia

Rio - O esqueleto de um hospital que começou a ser construído há 25 anos em Queimados, na Baixada Fluminense, é a representação de como o sistema de saúde se encontra há décadas na região: em ruínas. No entanto, a espera dos moradores finalmente terá fim. Com a a licitação publicada na última sexta-feira, as obras para a construção do Hospital de Cardiologia começam em 38 dias.

Orçado em 67 milhões, o prédio será erguido em seis pavimentos, no Bairro Vila Pacaembu. O prazo de conclusão é de 450 dias. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a unidade vai contar com 108 leitos de internação, 39 leitos de UTI, sete salas cirúrgicas, 56 enfermarias, salas de ecocardiograma, ultrassom, tomografia, ressonância magnética, medicina nuclear e consultórios de fisioterapia.

Concluído%2C deverá atender 600 mil pacientes de 11 cidades da regiãoDivulgação

As obras começaram em 1990 e foram paralisadas sob suspeita de superfaturamento, irregularidades e descaso. Com previsão de 276 leitos, a expectativa inicial era de 600 mil atendimentos e 25 mil internações por ano para pacientes de 11 cidades da Baixada. O leito desafogaria o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu. Depois de três anos e escândalos envolvendo corrupção e mau uso de recursos públicos e com apenas um esqueleto de concreto levantado, as obras foram paralisadas.

Para a secretária municipal de Saúde, Fátima Sanches, a nova unidade será uma referência não só para Queimados, mas para toda a Baixada. “No Brasil, 300 mil pessoas morrem anualmente, ou seja, um óbito a cada dois minutos é causado por esse tipo de enfermidade. Teremos aqui uma unidade de última geração para a população”, disse.

Para o comerciante Edson Silveira, de 68 anos, morador do bairro onde o hospital será construído, é a realização de um sonho. “Quem passava por ali só via coisa imunda, bichos, moradores de rua, entulho, abandono. É um sonho muito antigo nosso e nem acredito que agora ali vai ter um hospital decente. Mas só acredito vendo”, contou.

?Reportagem do estagiário Lucas Gayoso

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